sábado, 5 de janeiro de 2013

Um livro para começar bem o ano

Quando chega o ano novo, estamos tão esperançosos e felizes que a última coisa de que precisamos é um livro pesado e perturbador. Pelo menos, imagino que muitos se sintam assim.

Bem, não li este livro na chegada de 2013, e sim no finalzinho de 2012. Terminei a leitura durante um chá de cadeira homérico na sala de espera do dentista e o arrependimento ainda maior de não ter levado comigo um guarda-chuva naquele fim de tarde/começo de noite de chuva torrencial típico de São Paulo.

A Paulista molhada me esperando

O clube da felicidade e da sorte (Joy Luck Club), de Amy Tan, é uma indicação para quem gosta de delicadeza e não tem problema em ler livro de sebo. Sim, pois a Editora Rocco não relança sua tradução do título há algum tempo. Mas ele é fácil de encontrar na Estante Virtual. Eu li a versão em inglês, o que é uma opção, e ela pode ser encomendada (demora um pouco, mas chega).

Quatro mulheres chinesas mudaram-se, na década de 40, para os Estados Unidos. Lá, se conheceram em uma igreja batista frequentada por imigrantes e criaram o Clube da felicidade e da sorte, reunindo-se para jogar mahjong. Uma delas morreu e a filha deve assumir seu lugar na mesa de jogo e, também, na grande missão que a mãe não conseguiu terminar em vida: reencontrar as duas filhas que abandonou na China.

Assim, o leitor mergulha em 16 histórias, duas de cada uma das quatro mães e duas de cada uma de quatro filhas delas. O que mais me impressionou no livro foi o quanto as histórias são encantadoras. A cada uma que eu lia, gostava mais. As mães e as filhas passam por experiências que eu nunca conseguiria sequer imaginar. A surpresa é sempre agradável.

Além disso, a autora mostra, com muita sensibilidade, a sabedoria chinesa, a forma de pensar daquelas mães e o que elas tentam ensinar para as filhas que já nasceram na América e não querem ter nada a ver com aquele mundo oriental aparentemente estranho. Será que elas não têm nada de chinesas?

O resultado é um relato amoroso do relacionamento de mães e filhas e da vida secreta de cada mulher. Tudo pintado de tons deliciosos e suaves. Um livro leve, mas, nem por isso banal. Bem escrito e profundo, mostrando que não são necessários malabarismos com a língua e a narrativa para contar boas histórias e deixar uma marca no leitor.

Um comentário:

Guilherme William disse...

Parece ser um livro instigante, mas drama não é muito minha praia, rsrsrsrs. Sou fã de um suspense, rsrsrs.

Primeira vez aqui no blog! Estou seguindo!


FELIZ DIA DO LEITOR PRA VOCÊ (07/01)! DÊ UMA PASSADINHA NO MEU BLOG, PREPAREI UM POST ESPECIAL PARA ESSE DIA, O NOSSO DIA!

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