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sexta-feira, 8 de março de 2013

Quer participar de um clube de leitura?

Eu sempre quis participar de um daqueles clubes de leitura em que as pessoas se reúnem uma vez por mês e comentam o livro escolhido por todos, troca ideias, discutem, discordam e pensam em detalhes que nem tinham visto.

Bem, acho difícil conseguir montar um desses. Quase todo mundo que eu conheço está sempre correndo, não consegue marcar um encontro com um amigo por causa de conflito de horário, quanto mais com vários amigos num mesmo dia e é difícil comemorar aniversário e ver todo mundo na sua festa.

Que pena. Mas, sem querer desistir, descobri o Goodreads, uma espécie de Facebook só de livro, onde as pessoas montam clubes de leitura de verdade... só que virtuais.

Por isso, tive uma ideia. Juntei a vontade de ler mais dos autores contemporâneos de língua portuguesa com a vontade de reunir um clube de leitura. E criei o clube de leitura Literatura contemporânea em língua portuguesa.

A proposta é ler um livro por bimestre (é, bimestre, não tem desculpa de não ter tempo) e abrir discussões na página do grupo, durante ou no final da leitura.

Quem topa?

O primeiro livro será Nas tuas mãos, da portuguesa Inês Pedrosa.

Basta entrar no Goodreads, fazer um cadastro e, depois, entrar no grupo (página aqui).

E, agora, deixem-me desligar o computador porque a tempestade aqui está forte! rs

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Governo adia novo acordo ortográfico para 2016

O governo federal vai adiar para 2016 a obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico. As novas regras, adotadas pelos setores público e privado desde 2008, deveriam ser implementadas de forma integral a partir de 1º de janeiro de 2013.

A reforma ortográfica altera a grafia de cerca de 0,5% das palavras em português. Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema e acentos agudos em ditongos abertos como os das palavras "ideia" e "assembleia".

Além disso, o adiamento de três anos abre brechas para que novas mudanças sejam propostas. Isso significa que, embora jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o novo acordo, novas alterações podem ser implementadas ou até mesmo suspensas.

"Há muita insatisfação. Ganhamos tempo para refletir, discutir e reduzir o número de regras irracionais", afirma o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), que defendeu o adiamento e quer promover audiências com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa na Casa.

A maior pressão é de professores, que reclamam terem sido excluídos das discussões.

Diplomacia

A decisão é encarada como um movimento diplomático, uma vez que o governo, diz o Itamaraty, quer sincronizar as mudanças com Portugal.

O país europeu concordou oficialmente com a reforma ortográfica, mas ainda resiste em adotá-la. Assim como o Brasil, Portugal ratificou em 2008 o acordo, mas definiu um período de transição maior.

Não há sanções para quem desrespeitar a regra, que é, na prática, apenas uma tentativa de uniformizar a grafia no Brasil, Portugal, nos países da África e no Timor Leste.

A intenção era facilitar o intercâmbio de obras escritas no idioma entre esses oito países, além de fortalecer o peso do idioma em organismos internacionais.

"É muito difícil querer que o português seja língua oficial nas Nações Unidas se vão perguntar: Qual é o português que vocês querem?", afirma o embaixador Pedro Motta, representante brasileiro na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A minuta do decreto do adiamento foi feita pelo Itamaraty. O texto precisa passar pela área jurídica da Casa Civil antes da assinatura da presidente Dilma Rousseff.

Da folha de S.Paulo
Fernanda Odilla
Flávia Foreque
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