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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os livros-obras de arte da Kemscott Press

Fazendo pesquisas para uma nova tradução, acabei descobrindo uma preciosidade. Os livros da Kelmscott Press. Antes de explicar, vou deixar que vocês admirem um exemplo:

The Wood Beyond The World (1894), frontispício de Edward Burne-Jone.


A Kelmcott Press foi uma gráfica particular fundada em 1891 por William Morris e William Bowden em Londres.

Os belos livros que ela produzia tinham o intuito de recuperar a tipografia vitoriana e, também, eram inspirados nos manuscritos medievais.
Além da beleza e da inspiração histórica, a Kelmcott também se propunha a usar métodos tradicionais de impressão e, na medida do possível, a tecnologia de impressão e o estilo tipográfico do século XV. Devia ser trabalhoso, mas o resultado é fantástico!

The Story of the Glittering Plain (1894), página de título, William Morris (designer) and Walter Crane (ilustrador)

A Kelmcott Press funcionou até 1898 e publicou 18.000 exemplares de 53 obras diferentes.
Aqui, o livro que me fez chegar até essa história fascinante: The Works of Geoffrey Chaucer, com decorações de Morris e ilustrações de Edward Burne-Jones, o Kelmscott Chaucer, como é conhecido.


Tão belo e famoso que, hoje em dia, algumas editoras publicam versões atuais dele, para quem quer ter um gostinho dessas raridades... e tem dinheiro no bolso (um dos exemplares que vi, mesmo não sendo original da época, custava uns 500 dólares!).

Deu vontade?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Kafka e a metamorfose: era uma barata?

O Google hoje está comemorando 130º aniversário de Franz Kafka com um desenho muito fofo de uma barata chegando em casa do trabalho.


O Ricardo Barreiros logo falou: "Mas não é uma barata! Em nenhum momento Kafka diz que é uma barata. É um inseto."
E eu retruquei: "Mas ficou sendo barata. É clássico. É uma barata."
 
Mas é?
Resolvi procurar na internet várias representações de A Metamorfose e descobrir se todo mundo também acha que é uma barata.
 
Você acha que é o quê?

Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.
(Aff, que nojo, rs)

 
Aqui, parece uma superformiga, hahaha.
 

 
Tadinho do Kafka!
 

 
A tal da barata.
 

 
Sei lá, deve ser de livro infantil.
Não estou sentindo toda a angústia do Gregor Samsa neste, rs.

 
Outra barata.
 

O bailarino Edward Watson em uma montagem para os palcos de dança.
(Vai escorregar com toda essa gosma, coitado.)
 

 
Uma boa ideia para uma camiseta.
 

 
Uma bolsa fofa vendida aqui.


Reconheceu alguma dos seus próprios sonhos inquietantes?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Batalha das capas: clássicas ou modernas?

Livros clássicos já tiveram tantas edições 9e todo ano surgem outras várias, pois estão em domínio público), que as editoras às vezes apostam em capas bem tradicionais e, às vezes, querem instigar o público com capas inesperadas. Os colecionadores pira!

Selecionei alguns modelos. Qual opção vocês preferem?


 
 
A capa da direita é tão legal que, para mim, não restam dúvidas.
 
 
 
 
Esses lustres são muito bonitos, mas a capa com as letras manuscritas ficou ótima...
 
 
  
 
Capa dourada, muito chique!
 
 
  
 
A capa moderninha ficou parecendo uma Chapeuzinho Vermelho, rs.
 
 
 
 
Provavelmente, se eu não conhecesse o livro, a capa clássica é que me levaria a lê-lo.
 
 
E aí?
 
 
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Que tal trabalhar por um ano na casa de Hemingway?

Quantos escritores não estão procurando sua musa, aquela força divina que trará uma grande ideia? Bem, e se essa força vier de estar no mesmo lugar onde morou um grande escritor? Será que ele deixou uma energia inspiradora por lá? Será que seu fantasma visita o local e sussurra grandes frases, diálogos e cenas?

Bem, quem quiser descobrir pode se inscrever para o programa Writer in Residence da Ernest Hemingway Foundation.

A oferta é usar, por um ano, o sótão reformado da casa onde Hemingway nasceu para escrever um romance, um poema épico, contos ou até um projeto jornalístico revolucionário.
 
O sótão, com a reforma em andamento.
 O sótão, onde o autor de O Velho e o Mar brincava com seus irmãos e contava histórias, está sendo reformado e o escritor escolhido deverá, além de produzir sua obra, oferecer palestras, workshops e outros eventos para o público em geral.

Interessou? As inscrições podem ser feitas até 1º de junho. Clique aqui.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Aniversário de Jane Eyre!


Charlotte Brontë

- Uma mulher à frente de seu tempo.

- Uma história de amor.

- Um conto de terror e mistério.

- Um clássico.

- Um romance inesquecível.

Em 16 de outubro de 1847 era publicado na Inglaterra Jane Eyre, de Charlotte Brontë, sob o pseudônimo Currer Bell.

Uma órfã mandada a um terrível colégio interno e, depois, governanta na sinistra mansão de Thornfield Hall.

O patrão esconde um segredo sob suas maneiras rudes e comportamento taciturno. Jane não é uma mulher que vai deixar o caso guiar seu destino. A prosa elegante de Charlotte Brontë conduz o romance delicado e assustador.

Se você ainda não leu, recomendo começar logo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Gibran Khalil Gibran

“A simplicidade é o último degrau da sabedoria”

جبران خليل جبران [Gibran Khalil Gibran]



A poesia e a sabedoria já aparecem em seu nome que, com harmonia, intercala o som duro e vibrante de “gibran” [o fortalecido por Deus] com a suavidade e doçura de “khalil” [o amigo íntimo].

Gibran nasceu no Líbano, o País dos Cedros, no ano de 1883. A sua poesia tem a cor local, mas conversa com qualquer leitor, de qualquer época ou lugar, pois fala de valores universais como amor, amizade, vida, morte, fé...

Gibran escrevia em forma de parábolas, o que dá ao seu texto um tom de mistério e provoca momentos de reflexão – como os melhores textos do Oriente. E quando pensamos que descobrimos a mensagem oculta no texto, basta insistir mais um pouco e descobriremos algo ainda mais profundo, ainda mais escondido entre as palavras. Bem... é como no xadrez: se você encontrou uma boa jogada, é porque não se esforçou o suficiente para achar a jogada excelente.

Gostei de tudo que li dele, mas posso recomendar, em ordem de preferência, três livros em especial: O louco, Asas partidas e O profeta. Além de escritor, Gibran também se dedicou às artes plásticas e alguns de seus livros contam com desenhos feitos por ele.

Infelizmente, quando ouvimos falar do Oriente Médio, fica mais forte a questão das guerras e dos conflitos.

O Líbano de Gibran sofreu na década de 1980 com uma longa guerra civil. Guerra semelhante a que hoje está acontecendo na Síria. E me pergunto: quantos Gibrans já não podem ter morrido nesses conflitos?

Com pesar, lembro-me do terrível destino do movimento artístico alemão conhecido como Der Blaue Reiter (O cavaleiro azul) – cujo maior expoente foi o pintor Franz Marc, quem muito admiro por suas cores vivas e por conseguir fazer do cavalo um animal ainda mais bonito –, esse movimento foi extinto pela sangrenta Primeira Guerra Mundial, que matou ou exilou os seus artistas. Hélas! Todo um movimento artístico exterminado pela guerra.

O pintor Franz Marc, aos 36 anos, foi abatido em campo de batalha por um obus. Com ele, foi encontrado um caderno com 36 desenhos e uma carta para sua esposa em que dizia que, após o final da guerra, transformaria os desenhos em pinturas. E outra vez um hélas escapa da garganta.

É triste começar um post falando sobre poesia e terminá-lo falando de guerra.

O cavalo azul (Franz Marc, 1911)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O belo Jane Eyre (filme e livro)



Desde que fiquei sabendo da produção do filme até ele chegar às locadoras no Brasil, foram dois looooongos anos. Mas a nova versão de Jane Eyre não decepcionou.

Eu sei, eu sei. Cinema e literatura são artes diferentes e, assim, uma boa adaptação de um livro para o cinema não é necessariamente aquela que se iguala ao livro o máximo possível.

Porém, eu me sinto muito frustrada quando vejo um livro que adoro ser transportado para a telona de maneira que estraga a história original. Depois da tristeza de ter assistido A casa dos espíritos (o filme é muito pobre comparado ao livro) e de nunca ter achado uma boa adaptação do livro favorito da minha adolescência, O Conde de Monte Cristo, eu devia ter desistido. Mas ainda bem que quis ver Jane Eyre.

Esse filme de 2010 traz Mia Wasikowska e Michael Fassbender nos papéis de Jane e Mr. Rochester. Uma descoberta legal é que a bela fotografia foi dirigida pelo brasileiro Adriano Goldman.

O roteiro é muito fiel ao livro e dá gosto assistir para relembrar e para apresentar a história a outras pessoas que não leram e não têm intenção de ler o romance de Charlotte Brontë (infelizmente...).

Uma jovem órfã querendo tomar as rédeas da sua vida, um patrão um tanto grosseiro, uma casa com um segredo assustador. Jane Eyre muitas vezes é vista como a primeira heroína feminista. Ela não ficou esperando um casamento e foi atrás de ser alguém.

Vejam o filme. Mas... um conselho ainda melhor: leiam o livro e depois vejam o filme ;)

Jane Eyre, 2010, dirigido por Cary Fukunaga com roteiro de Moira Buffini, inspirado no romance de Charlote Brontë.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Qual é o verdadeiro rosto de Jane Austen?

Informações do The Guardian

Novas evidências podem ter revelado o verdadeiro rosto de uma das autoras britânicas mais amadas. Usando ferramentas de fotografia digital, analistas revelaram palavras escritas em uma pintura a óleo muito polêmica, que os donos alegam mostrar Jane Austen quando era adolescente.

As palavras descobertas parecem incluir não apenas o nome da autora, mas também o do suposto artista.
No canto superior direito de uma reprodução do retrato antes de a pintura ser restaurada, o nome Jane Austen é visível. Perto dele, em dois lugares, aparece o nome Ozias Humphry, um pintor de retratos conhecido da época.

As palavras foram digitalmente melhoradas usando ferramentas que foram validadas independentemente pelo especialista em fotografia Stephen Cole, que passou mais de 20 anos analisando evidências fotográficas de casos criminais.

O retrato, pertencente à família Rice, decendente direta de um dos irmãos de Jane, tem sido objeto de debate quase desde que apareceu, no final do século XIX. Os Rice dizem que foi pintado durante uma visita da família Austen à casa da tia-avó de Jane, Francis, em Kent, em 1789, quando Jane tinha 13 anos.

No entanto, desde a década de 1940, especialistas em arte, liderados pela National Portrait Gallery, fizeram objeções, principalmente dizendo que o estilo do vestido da garota e a composição geral datam a pintura em depois de 1800. Nessa época, Jane estaria na casa dos 20 anos, velha demais para ser a garota retratada. Mas as novas evidências também oferecem pistas importantes para contradizer a visão estabelecida

Franis Austen era patrono do trabalho de Humphry e também posou para um retrato dele. Uma informação crucial é que Humphry ficou cego em 1797 e parou de pintar. Assim, o retrato tem de ser anterior a essa data.  O intrigante é que a análise digital também pareceu revelar a data 1789, quando Jane tinha 13 anos, a idade exata da menina retratada.

As imagens conhecidas de Jane Austen até hoje são um desenho feito pela irmã da autora, Cassandra, em 1810, cuja autenticidade ainda é contestada:


E uma "nova" imagem apresentada por uma estudiosa de Jane Austen, Paula Byrne, que acredita-se ser datada de 1815, dois anos antes de a autora falecer. Porém, esse retrato é cercado de desconfiança, pois foi "descoberto" logo antes do lançamento de um livro de Paula Byrne sobre Jane Austen.


E aí... Qual é a Jane Austen da sua imaginação?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Programação do Bloomsday em São Paulo

Uma celebração “italiana” do Bloomsday em São Paulo

Em 2012, o Bloomsday paulistano – evento que celebra anualmente a obra do célebre escritor irlandês James Joyce – criado em 1988 por Haroldo de Campos e organizado, hoje, por Marcelo Tápia e Ivan de Campos – chega à sua 25ª edição, com uma programação especial que incluirá dois dias de atividades: um na Casa Guilherme de Almeida e outro no Finnegan´s Pub, onde tem sido realizada, desde a criação do evento, uma comemoração lítero-musical baseada na obra de Joyce.

A edição deste ano focalizará especialmente – em comemoração ao Momento Itália-Brasil – a produção de Joyce durante sua estada nas cidades italianas de Pola, Trieste (ambas pertenciam à Áustria, na época) e Roma, locais em que concebeu e escreveu parte dos contos de "Dubliners", do incompleto "Stephen Hero" (que originaria o "Retrato do artista quando jovem") e de sua obra-prima, o romance "Ulysses". O evento incluirá, em seu programa, referências a tais obras, assim como à experiência literária por ele realizada durante o período em que viveu em Trieste, "Giacomo Joyce", dedicada a uma “tentativa de educação sentimental de uma jovem italiana” (no dizer de Richard Elmann); publicada apenas postumamente, a obra será uma das referências centrais para o Bloomsday 2012.


Programação na Casa Guilherme de Almeida

SEXTA-FEIRA
15 de junho

18h: Palestra - Italo Svevo e Leopold Bloom: a construção do personagem de "Uysses"
Por Maria Teresa Quirino.
A estudiosa da obra joyciana Maria Teresa Quirino comenta a concepção do personagem central de "Uysses", Leopold Bloom, a partir do escritor italiano Italo Svevo, aluno e amigo de James Joyce.

18h45: Mesa-redonda - Joyce ensaísta, em português
O livro recém-editado "De santos e sábios", coletânea de ensaios de James Joyce apresentados pela primeira vez em língua portuguesa – e que contêm referências à vivência do autor na Itália –, será tema de um debate com os tradutores Dirce Waltrick (Florianópolis), Sergio Medeiros (Florianópolis) e Caetano Galindo (Curitiba).

20h: Novas traduções: uma apresentação de "Ulysses" e "Stephen Hero" por seus tradutores
Caetano Galindo, autor da nova tradução de "Ulysses", e José Roberto O’Shea, tradutor de "Stephen Hero" (ainda não disponível ao público) e "Dubliners" (cuja segunda edição, que acaba de sair, traz uma "nova tradução" do livro, segundo O’Shea) compõem esta mesa, que pretende apresentar os pontos de vista de cada tradutor e os procedimentos utilizados ao verterem para o português as obras de James Joyce. Na ocasião, haverá sessão de autógrafos de "Ulysses" (Companhia das Letras, 2012), e de "Dublinenses" (Hedra, 2012), pelos respectivos tradutores.
Após as apresentações, haverá degustação de Jameson Irish Whiskey, um dos apoiadores do evento.

SÁBADO
16 de junho

16h30: Encontro Peripatético Especial - Ulisses Molly Bloom – dançando para adiar
Por Lígia Helena e Paulo Gircys.
No dia 16 de junho (o “Dia de Bloom” propriamente dito, pois toda a narrativa do romance "Ulysses", do qual Bloom é personagem central, passa-se nesse dia, no ano de 1904), a atividade se iniciará com breve apresentação dos atores do espetáculo "Ulisses Molly Bloom – dançando para adiar". Em seguida, os participantes acompanharão os atores em trajeto até o Finnegan´s Pub, durante o qual ocorrerão paradas para representação de outros trechos do espetáculo. Na chegada ao bar, os atores ainda farão uma intervenção, que servirá de preâmbulo ao programa especificado a seguir.


Programação no Finnegan´s Pub

(Rua Cristiano Viana, 358)
Coordenação do programa: Marcelo Tápia e Ivan de Campos. Colaboração: Maria Teresa Quirino.

18h: Degustação de Jameson Irish Whiskey, com palestra do embaixador da marca no Brasil, Bruno Meirelles.

18h30: Programa
1. Abertura, por Marcelo Tápia e pelo Grupo Irish Dreams, de música irlandesa tradicional.
2. "Giacomo Joyce": leitura dramatizada de trechos do livro (em tradução de Paulo Leminski), pelo ator Marcos Reis, seguida de leitura dos poemas "A flower given to my daughter" e "Tutto è sciolto", em inglês (por Francesca Cricelli) e na tradução de Marcelo Tápia, pelo tradutor.
3. Leitura do original, da tradução em português (de Caetano Galindo, pelo tradutor) e da tradução ao italiano (de Giulio de Angelis, por Aurora Bernardini e Francesca Cricelli) de fragmentos do episódio "Lestrigões", de "Ulysses", que apresenta uma caracterização do personagem Bloom, abordado em suas relações com Svevo.
4. Apresentação de canções italianas mencionadas por Joyce em sua obra, por Marcelo Tápia e músicos convidados. Breve comentário sobre as canções, por Maria Tereza Quirino.
5. Leitura de fragmento de "Stephen Herói", na tradução de José Roberto O’Shea, pelo tradutor.
6. Evocação de Raul Pompeia: a sincronicidade de "O Ateneu" com "Retrato do artista quando jovem", de Joyce, por Ivan de Campos.
7. Dramatização, em português, de fragmento do episódio "Ciclope", de "Ulysses", por Paulo Gyrcis e Marcos Reis.
8. Apresentação da canção "Song to the Siren", de Tim Buckley, por Yun Jung Im.
9. O "sex appeal vegetal" em Joyce: música portuguesa no "Ulysses" e alhures, por Sérgio Medeiros, Dirce W. do Amarante e Caetano Galindo.
10. Leitura de fragmentos do monólogo de Molly Bloom, de "Ulysses" (nas traduções de Caetano Galindo e de Haroldo de Campos), pelas atrizes Liz Reis, Lígia Helena e Letícia Tomazella.
11. Leitura de fragmento de "Finnegans wake", de Joyce, em diversos idiomas, por Eric Drummond de Camargo, Donny Correia e convidados.
12. Apresentações musicais, por Cid Campos e Edvaldo Santana.
13. Encerramento: música para cítara, por Alberto Marsicano, acompanhada de leitura de fragmentos de "Ulysses", por John Milton.

Como em anos anteriores, será oferecida aos presentes uma edição comemorativa do Bloomsday 2012, publicada pela Casa Guilherme de Almeida.
Na ocasião, será feito o pré-lançamento do livro "Stephen Herói", na tradução de José Roberto O’Shea, publicado pela Editora Hedra, que sorteará dez exemplares da obra entre os presentes.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Razão e Sentimento - edição ilustrada

Ivo Barroso, poeta e tradutor, anunciou no seu blog o lançamento de uma edição comemorativa do romance Razão e Sentimento, de Jane Austen, traduzido por ele.

Essa edição, que celebra os 200 anos da obra, é ilustrada, tem apresentação de Leonaro Froes, a história da composição do livro por Raquel Sallaberry (do blog Jane Austen em Português) e o artigo O suposto formato epistolar de Razão e Sentimento do crítico literário D.H. Harding. Além disso, ela traz as capas de várias outras edições do livro em diversos países.

Passem no blog do Ivo para verem a capa da edição brasileira e algumas capas estrangeiras e passem na livraria para garantir essa que é uma edição de colecionador!

PS: Aceito como presente, rsrs.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Adivinhe quem são!

"Entre com uma história e saia com outra". Esse foi o slogan criado pela agência Lowe/SSP para um evento de troca de livros na Colômbia (Colsubsidio Book Exchange of Colombia). Para ilustrar a campanha, eles criaram três pôsteres; cada um combina dois personagens da literatura.
Você consegue descobrir quais são os personagens?




As respostas estão na seção de comentários deste post, clique lá!

Fonte: Superblog.

domingo, 6 de novembro de 2011

Bons livros para crianças e adolescentes

Apesar de eu ter sido uma leitora voraz desde criança, sou contra a atitude de muitos professores de Português e Redação que obrigam os alunos a lerem clássicos da nossa literatura completamente inadequados à sua idade. Não digo isso por terem conteúdo violento ou sexual...

No meu primeiro contato com Macunaíma, ainda no colégio, li a primeira página e pensei: ahn? Ele comeu o calcanhar dela?

Não entendi nada e, assim, abandonei a leitura. Anos depois, já tendo estudado o Modernismo e lido outras coisas, voltei para Macunaíma e adorei. Entendi que, sim, ele come o calcanhar dela e está tudo certo.

Empurrar Machado de Assis, José de Alencar e Clarice Lispector para alunos com pouca maturidade só tem um resultado: eles pegam birra. Não só desses autores, mas de livros em geral.

Mas você pergunta: o que fazer para meu filho(a)/sobrinho(a)/afilhado(a) etc ler alguma coisa que vá além de Crepúsculo e Diário de um Banana? Para responder, pretendo criar uma série de posts com dicas de clássicos (ou não) que ajudam a criança, o pré-adolescente e até o adolescente a ampliar o gosto literário ou, até mesmo, passar a gostar de ler.

A primeira dica é direcionada às meninas. Não que eu ache que existam livros só de meninas, mas, neste caso, parece-me que não vai ser muito atraente para garotos.


Mulherzinhas é um clássico da literatura de língua inglesa mais conhecido aqui no Brasil pela adaptação para o cinema, Adoráveis Mulheres. O livro começa com as irmãs March reclamando que não ganharão presentes no natal. O pai está na guerra e a família delas não tem muito dinheiro para viver, apesar de ter sido, no passado, uma das mais importantes da região.

Por isso, as meninas March são obrigadas a trabalhar para ajudar em casa ou a passar vergonha na escola por não poderem comprar certos luxos. Porém, como imaginação não depende de dinheiro, elas criam um grupo secreto de teatro e publicam seus próprios jornais.

O livro acompanha as meninas enquanto elas aprendem a viver sem excessos, mas com muita união. Meg, a mais velha, começa a frequentar bailes e sofre nas mãos de meninas ricas que querem transformá-la em alguém diferente do que ela é. Jô, inteligente e amante dos livros, comporta-se mais como um menino do que como uma mocinha. A doce e delicada Beth cai doente justo quando a mãe não está em casa e a mimada Amy, a caçula, gasta seu tempo pensando em como seria melhor a vida com dinheiro.

Louisa May Alcott lançou Mulherzinhas em 1868, inspirada pelas histórias dela e de suas irmãs (Jô é a personagem que representa a autora), e teve tanto sucesso que, em 1869, ganhou uma continuação, Good Wives. Além desses, a autora escreveu mais dois livros com personagens da família March: Little Men e Jo’s Boys.

É importante saber que este livro não traz uma história melada e cor-de-rosa que coloca as meninas como seres fúteis que só querem saber de vestidos e festas. Ele é delicado e mostra como as irmãs March descobrem que dinheiro, afinal, não compra amor nem felicidade.
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