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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Os livros com maiores tiragens no Brasil

Matéria interessantíssima do Zero Hora, que reproduzo aqui:

O mercado editorial brasileiro atualmente é movido por um sistema de grandes apostas. Mais do que best-sellers, buscam-se agora os chamados mega-sellers – títulos capazes de romper a barreira de 1 milhão de exemplares vendidos. Saiba quais são, atualmente, os exemplares que saem para a venda em maior número:

50 mil
Pode parecer pouco em comparação ao topo da lista, mas autores como Luis Felipe Pondé (Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, Editora LeYa) e Martha Medeiros (com A Graça da Coisa, da L&PM) saem com tiragens mais de 10 vezes superiores à média nacional.

80 mil
O médico Drauzio Varella virou best-seller após a publicação de Estação Carandiru, em 1999, que chegou a ser adaptado para o cinema. Seu mais recente livro, Carcereiros (Cia das Letras), saiu da gráfica como mais uma aposta do mercado editorial brasileiro.

100 mil
Patamar de lançamento para tradicionais bons vendedores brasileiros como Luis Fernando Verissimo (com novo título a ser lançado em breve pela Objetiva) e Paulo Coelho, com Manuscrito Encontrado em Accra (Sextante). Estão junto de Mario Vargas Llosa e Elizabeth Gilbert.

150 mil
Autor célebre pelo romantismo (excessivo para muitos) de suas obras, Nicholas Sparks lança este mês no Brasil Uma Longa Jornada (Arqueiro). Está no mesmo patamar de George R.R Martin – (cuja obra inspirou a série televisiva Game of Thrones) com A Dança dos Dragões (LeYa).

200 mil
Nesta faixa, encontram-se o brasileiro Laurentino Gomes com 1889 (Globo Livros), acompanhado de dois estrangeiros habituados a grandes vendagens: Khaled Hosseini com O Silêncio das Montanhas (Globo Livros), e Jeff Kinney, autor de Diário de um Banana 7 (V&R).

230 mil
A presença dos escritores Cristiane Cardoso e Ricardo Cardoso no rol de apostas do mercado nacional pode surpreender muitos, mas o espanto é atenuado quando se descobre que os autores de Casamento Blindado (Thomas Nelson Brasil) são filha e genro do bispo Edir Macedo.

500 mil
Fenômeno literário nacional desde a publicação de Ágape, em 2010, o padre Marcelo Rossi entrou para uma seleta galeria de autores com expressivas tiragens iniciais. Kairós: O Tempo de Deus saiu da gráfica na mesma quantidade de Inferno (Arqueiro), de Dan Brown.

600 mil
Uma das maiores tiragens dos últimos anos, a última parte da trilogia erótica escrita pela britânica E.L James, 50 Tons de Liberdade, já saiu do prelo com mais de meio milhão de exemplares impressos pela Editora Intrínseca – conhecida por apostar em poucos títulos.

Marcelo Gonzatto

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Novo selo só de e-books da Cia das Letras

A Companhia das Letras anunciou que lançará um novo selo, apenas com e-books: Breve Companhia.
 
Abaixo, copio a apresentação desse novo selo publicada pela editora em seu blog:
 
"Tirando proveito de uma dessas invenções dos nossos frenéticos tempos, o livro eletrônico — a que todos aqui já nos rendemos, até por dever de ofício —, a ideia é oferecer edições que só o formato digital permite e viabiliza: ebooks mais enxutos, ensaios decisivos para leitores interessados e estudantes universitários, boa e curta ficção — como novelas e coletânas de contos —, poesia, além de textos de reflexão e reportagens ampliadas sobre grandes temas. Porque é preciso estar bem equipado para compreender o rumo dos acontecimentos, e se for possível fazer isso em pouco tempo, tanto melhor! História social, estudos literários, jornalismo aprofundado, comentário político: tudo isso nos ajuda a captar e a entender melhor os múltiplos sinais do mundo.

A onda de manifestações no Brasil vai render, nas próximas semanas, os dois primeiros ebooks da Breve Companhia. O destemido e informadíssimo Piero Locatelli, o jovem repórter que chegou a ser detido pela polícia paulista enquanto cobria uma das gigantescas manifestações populares (portando, que crime, um frasco de vinagre!), está preparando um volume sobre a origem desses movimentos, as grandes histórias das manifestações das últimas semanas, além de tentar entender o que está em jogo.

Um dos principais observadores da política brasileira, o professor da Unicamp Marcos Nobre será o autor da outra obra sobre o tema, que deve ser lançada até o fim deste mês. Em veia mais ensaística, Nobre atribui a revolta popular a um impasse em curso desde a redemocratização. Os protestos seriam uma resposta difusa à cultura política do “pemedebismo”, por ele definido como uma blindagem do sistema político que represa o avanço de forças de transformação."
 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Reportagem: O preço do livro

Livro é caro?
Como é calculado o preço de capa?
O mercado brasileiro está crescendo?
Uma reportagem bem interessante:


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Juiz manda recolher livros eróticos no RJ

Entre ontem e hoje, muita gente da blogosfera está questionando a decisão desse juiz.
No final da matéria, eu deixei a minha opinião.

A livraria Nobel de Macaé, a 182 quilômetros do Rio de Janeiro, recebeu na segunda-feira (14) a visita de dois policiais e de dois comissários da Segunda Vara de Família, da Infância, da Juventude e do Idoso do município. A ordem era recolher livros com conteúdo impróprio para menores de 18 anos que não estivessem em embalagens lacradas. “Foi um constrangimento horroroso. Em momento algum houve um interesse em nos orientar”, disse o proprietário Carlos Eduardo Coelho.

A ordem de serviço do juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos, assinada dia 11, apóia-se no artigo 78 do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990. “O ECA determina a forma de comercialização desse material, que deve ser lacrado”, comenta o juiz. Ele não espera que sua iniciativa de fiscalização seja tomada como exemplo. “Não temos intenções outras quando cumprimos a lei. Estamos protegendo as crianças e adolescentes de Macaé.”

Obras com conteúdo pornográficos sempre foram vendidas, mas ficavam em seções especiais. Agora, com o fenômeno da trilogia 50 Tons de Cinza, de E. L. James, citada pelo juiz no documento, esses livros são folheados na entrada das livrarias do mundo todo.

Curiosamente não havia um único exemplar de James na loja no dia da ação, conta o proprietário, e levaram obras de outras casas. Coelho disse que tem dez dias para se defender e pediu assessoria jurídica à Nobel. “Ele está cumprindo a lei, mas punindo uma livraria. Os livros não são meus; são consignados pela editora. Não posso lacrá-los ou colocar etiqueta. Isso deve vir da editora.”

A Intrínseca, que publica o best-seller de James, e a Câmara Brasileira do Livro só vão se pronunciar quando forem informadas oficialmente da questão.

Por Maria Fernanda Rodrigues
Estadão Conteúdo

Na minha opinião: Antes que todos digam que é censura, que um é absurdo... Eu acho que a exigência de vender materias com conteúdo pornográfico lacrados não é nada ruim. Quando trabalhei em livraria, mais de uma vez vi um Kama Sutra sendo lido escondido por crianças, nas partes da loja onde as estante ofereciam "proteção". Com certeza não é material para a idade delas. Ninguém está dizendo para não vender, apenas para não deixar acessível para crianças. Outra coisa, essa história de que a livraria não pode lacrar e tem que vir lacrado da editora... Conversa! Mais uma vez, quando eu trabalhei em livraria, plastificar livros era a coisa mais fácil do mundo, qualquer um podia fazer e a máquina estava sempre à disposição.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Academia de ciências nos EUA cria selo para livros "verossímeis"

Muitas tramas de romances policiais caem por terra quando os leitores desconfiam da verossimilhança dos acontecimentos. E enquanto escritores tentam garantir que suas histórias sejam críveis e plausíveis, uma organização científica dos Estados Unidos passou a oferecer um selo de aprovação para livros que acertaram na exposição dos fatos.

Não é uma tarefa fácil, a dos escritores. A ficção policial hoje requer um profundo conhecimento de áreas técnicas e científicas, essencial para o roteiro - e que muitas vezes leva a situações difíceis de serem descritas em palavras e de forma precisa.

Agora, a Academia de Ciências de Washington (WAS na sigla em inglês), criada em 1898 por Alexander Graham Bell - o inventor do telefone -, deu início a um projeto que dá selos de aprovação para livros que tenham fatos científico corretos.

"Muito lixo é publicado atualmente na área de ciência", diz Peg Kay, escritora e membro da WAS. Segundo ela, esse declínio deve-se à pressão comercial e à falta de bons editores por esse declínio.

"Tudo que os agentes querem é atingir as massas. Ninguém sabe mais no que acreditar porque não há mais filtro."

O presidente da WAS, Jim Cole, afirma que muitas pessoas acompanham séries de ciência da TV, como CSI, que podem dar a impressão de que a tecnologia pode resolver qualquer crime.

"A ciência da maneira como é percebida pelo público não é necessariamente a ciência correta", diz Cole.

"Com autores publicando na internet sem editoras, acho que essa questão vai ganhar ainda mais importância no futuro, sobre o que é real e o que não é."

Pesquisa

A maioria dos autores de renome estão cientes da importância de se fazer pesquisas extensas. Eles também costumam entrar em contato com especialistas.

"Sempre me preocupo em não errar", diz John Gilstrap, autor de onze livros, vários deles na lista de best-sellers do New York Times. "Quanto mais detalhes houver em questões técnicas, o risco é maior. (Basta) Uma frase errada e é incrível o número de e-mails que você recebe dizendo que você cometeu um erro."

O protagonista de muitos dos livros de Gilstrap é Jonathan Grave, especialista em resgate de reféns.

Enquanto Sherlock Holmes seguia pegadas, Grave usa tecnologia do celular, GPS e rastreia o uso de cartões de crédito.

"O desafio para mim era vender Grave como um cara tecnológico, sendo que eu não sou assim", diz o escritor.
Gilstrap tem sido tão bem sucedido que um especialista militar chegou a acreditar que ele estava revelando informações tecnológicas secretas em um de seus livros.

"Mas eu não tinha revelado nada, inventei tudo."

DNA

A maioria dos leitores está familiarizada com a tecnologia que Gilstrap usa em seus livros. Mas esse recurso é um fenômeno recente, afirma Kathy Harig, proprietária da livraria Mystery Love Company, em Maryland.

Ela lembra que o DNA foi a primeira descoberta científica que alterou a maneira com os romances policiais eram estruturados. Já a mais recente engloba tecnologias desenvolvidas na luta contra o terrorismo.

"Se tem terrorismo na sua história, você tem de estar por dentro do aspecto militar, como drones (aviões não tripulados), homem-bomba, explosivos, satélites", diz ela.

Alexandra Hamlet, que ganhou vários prêmios com seu livro de estreia The Right Guard – um thriller sobre a Guerra Fria –, afirma que o terrorismo criou um novo gênero de ficção. Ela descreve seu trabalho como "suspense intelectual" e, para escrever, usa seu conhecimento como antropóloga e sua experiência como analista de inteligência do Exército americano.

Esse tipo de experiência no currículo é cada vez mais essencial quando se escreve sobre acontecimentos contemporâneos, diz Harig.

Diane Davidson escreve sobre a indústria da tecnologia de informação, onde já trabalhou. Seu próximo livro é sobre a suspeita de que implantes médicos podem ser vulneráveis a hackers.

"Esse é um exemplo clássico de uma forma de matar alguém", diz Diane. "Estamos elaborando uma história em torno disso que seja plausível, mas ao mesmo tempo não seja uma espécie de manual sobre como matar alguém".

Peg Kay, da WAS, conta que quatro selos de aprovação já foram concedidos pela academia desde que o selo começou a ser oferecido, em junho. E um quinto manuscrito está sendo analisado.

Jane O'Brien
Da BBC News em Washington

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

E os e-books não vão ficar mais baratos, não?

Semana passada, visitei a Livraria Cultura para conhecer o Kobo, o leitor de e-books deles. Na mesma semana, a Amazon lançou seu site brasileiro e prometeu a chegada do Kindle a R$ 299,00.

Da alegria, passei à decepção. Claro que um leitor de e-books tem várias vantagens, como carregar milhares de livros dentro de um aparelhinho leve, poder compartilhar a leitura em redes sociais (propaganda do Kobo), poder baixar títulos no instante em que você pensa "queria ler tal livro", sem ter de esperar para ir à livraria. Mas, convenhamos, a grande esperança era poder comprar livros baratos.

O livro eletrônico não precisa de impressão, distribuição e armazenamento. Ele pode repassar essa economia para o leitor. Mas, pelo que estou vendo, não é bem assim. Os preços dos e-books estão pouco mais baixos que os preços dos livros físicos.

Então, decidi que, neste Natal, não vou me dar um e-reader.

Hoje, vi uma matéria do O Globo que diz bem o que eu penso.

Reproduzo abaixo:

Preço de e-books decepciona consumidores brasileiros
Apesar da chegada da Amazon, valores cobrados pelos livros digitais são parecidos em todas as livrarias
Sérgio Matsuura


RIO — Depois do alvoroço, a decepção. Na semana passada, o mercado nacional de e-books ficou em evidência com a entrada de dois grandes players internacionais, Google e Amazon — a Apple, outra gigante no setor, já vende livros digitais no país desde outubro. Mas o consumidor, que esperava promoções arrebatadoras com o acirramento da concorrência, ficou decepcionado. Os preços cobrados pelas novas lojas virtuais são quase os mesmos que já eram praticados por outras livrarias na rede, como Cultura e Saraiva.

O best-seller “50 tons de cinza”, por exemplo, custa os mesmos R$ 22,41 na Amazon, Google Play e nas livrarias Cultura e Saraiva. Só na loja da Apple o preço é diferente: só que mais caro. Em média, segundo as editoras, os livros digitais são 30% mais baratos que as versões impressas.

Cartel ou modelo positivo?

Para o professor da UFRJ e coordenador do laboratório da Economia do Livro, Fabio Sá Earp, o modelo é cartel. Segundo ele, os e-books poderiam custar entre um terço e metade do preço dos livros de papel.

— O livro digital não paga impressão, papel, armazenamento, não se desgasta. Esse acordo de preços é um exemplo clássico de cartel. Os preços deveriam ser determinados pela livre concorrência.

A presidente da Câmara Brasileira do Livro, Karine Pansa, rebate as críticas. Segundo ela, o tratamento isonômico dado aos revendedores é um ganho do mercado editorial brasileiro, pois impede que as lojas virtuais fixem os preços, diminuindo o lucro das editoras.

— Essa foi a grande briga das editoras brasileiras. Lá fora, a política de preços da Amazon acabou com o mercado editorial — afirma Karine.

O diretor da Globo Livros, Mauro Palermo, diz que a redução de custos está sendo repassada integralmente ao consumidor. E explica que, além dos citados pelo pesquisador, o livro tem outros custos, como edição, direitos autorais e gastos da editora. E cada livro tem características próprias:

— O “Ágape”, eu imprimo tiragens de 200 mil. É diferente de um título com 5 mil.

Discussões à parte, o consenso é que a política de preços está sendo testada. Pode ser que, ao longo do tempo, os e-books fiquem mais baratos.

— O negócio está engatinhando no país. Vendemos e-books há apenas dois anos — diz Marcílio Pousada, diretor-executivo da Saraiva.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cenário editorial começa a se reformar com chegada de e-reader funcional

Kobo começará a ser vendido nesta quarta-feira, 5, por R$ 399; Amazon também iniciará operações no Brasil

Era consenso no mercado editorial que a venda de e-books só deslancharia no País quando o brasileiro pudesse comprar um e-reader barato e funcional. Esse dia parece ter chegado. A partir desta quarta-feira, 5, estará à venda no site e nas 16 lojas da livraria Cultura - e, a partir de 16, também na nova filial do Rio, a ser inaugurada na Cinelândia - o Kobo Touch, por R$ 399. É o primeiro passo para um Natal digital, fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos nos Estados Unidos e em países europeus, no dia 26 de dezembro: quem ganha e-reader de presente compra livros para testá-lo. E o processo é tão fácil que o consumidor acaba comprando muito.

"O Kobo vai ser um belo e diferente presente de Natal", diz Sergio Herz, CEO da Cultura. Pequeno, leve e com tecnologia touchscreen e-ink, mais parecida com o papel, ele tem capacidade de armazenamento de mil livros, podendo chegar a 30 mil com cartão de memória de 32 GB. A pré-venda iniciada na semana passada superou as expectativas da rede, que já começou a despachar os pedidos. Quem deixou para comprar pessoalmente encontrará um corner nas lojas e poderá experimentá-lo. Até o Natal, outros dois modelos devem estar à venda: um mini e um com tela própria para ler no escuro.

Entre as estrangeiras, a canadense Kobo foi a primeira a chegar de fato. "Mas não acredito que ficaremos sozinhos por muito tempo", diz Camila Cabete, representante da empresa no Brasil. A Amazon deve anunciar a qualquer momento o esperado início de suas operações.

Depois de muito negociar, ela finalmente tem contrato com as maiores editoras e está com os arquivos dos maiores best-sellers, como Cinquenta Tons de Cinza (Intrínseca), de EL James, a obra mais vendida do ano em papel. Basta agora convertê-los para o seu formato. Mas ela também precisa ter o Kindle no Brasil para entregar rapidamente, em tempo das festas de fim de ano. Dizia-se que havia um lote preso num porto do Sul do País. Outra questão será a apresentação do aparelho. Como ele não é muito conhecido do público brasileiro, ajudará nas vendas se ele estiver exposto em alguma loja física.

Nesse último ano, falou-se que a gigante americana estaria negociando a compra da Netshoes e até da Saraiva, mas nada foi confirmado. A parceria com a Saraiva ainda é esperada. Com cerca de 100 lojas espalhadas pelo País, ela seria uma boa vitrine para o Kindle. Ou então com a CBD, que opera Pão de Açúcar, Extra, Ponto Frio e Casas Bahia. A Amazon tentou fazer isso recentemente e sem sucesso com a Cultura, e segundo informações do mercado a conversa com outros varejistas também não evolui porque a Amazon é tida como concorrente - ela chegará vendendo livro, mas comercializa todos os tipos de produtos.

A Kobo é reconhecida como uma empresa mais amigável que a Amazon, segundo o mercado. Apesar de o aparelho ser vendido pela Cultura, não é necessário comprar o livro dela, uma vez que a Kobo usa o formato epub, o mais comum. Já o usuário da Amazon fica refém da empresa. O formato do arquivo só é compatível com seus próprios aparelhos e a compra deve ser feita na Amazon.

Elas não são as únicas a lutar por uma fatia deste pequeno mas promissor mercado. Desde o final de outubro, a Apple, dona do iPad, vende e-books nacionais. Faz isso, porém, de forma improvisada, a partir de sua loja internacional. Ou seja, paga-se em dólar e tem acrescida na fatura do cartão de crédito a cobrança de IOF. É uma forma de vender, e editores se surpreenderam com a procura nos primeiros dias. No entanto, para movimentar de verdade o mercado terá de abrir sua ibookstore aqui.

"2012 é o ano zero do mercado digital. O que vendemos até agora não vai ser nada comparado com o que está por vir em 2013", disse ontem Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, minutos antes de assinar o contrato com a Amazon. A editora de Ágape, best-seller do padre Marcelo Rossi, fechou também com Kobo e Apple e está em vias de assinar com a Google. No total, a Globo tem 150 e-books, que representa 15% de seu catálogo.

Segundo Roberto Feith, diretor da Objetiva, o digital já responde por 2% das vendas. "Com a estreia de Kobo, Amazon e Google, este porcentual vai aumentar muito. Em 2013, estimo que o digital possa fechar o ano com perto de 10% das vendas totais", comenta. Em recente entrevista ao Sabático, ele disse que esperava que este fosse o primeiro Natal digital. "Continuo achando, e espero que tanto Amazon quanto Google estreiem este ano."

A Companhia das Letras, uma das últimas a assinar com Amazon - as conversas duraram um ano e meio -, também está otimista. "Começamos 2012 com 200 títulos e vamos fechar o ano em 600. Foi um tempo de preparação. Agora o jogo começou", diz Fábio Uehara, coordenador de negócios digitais da editora, que já fechou também com Kobo e Apple. Com a Google, as negociações estão avançadas.

Quem está com medo é a Associação Nacional de Livrarias. Nesta semana, ela manda carta em que expõe seus receios para Dilma Rousseff, Marta Suplicy e entidades do livro. Pede que o desconto não passe de 30%.

O cenário está se armando. O boom ocorrerá se o brasileiro comprar a ideia de ler o livro digital. A Companhia das Letras dobrou a venda de e-books em outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2011. É um bom termômetro.

De: Maria Fernanda Rodrigues - O Estado de S. Paulo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Penguin e Ramdon House se unem e viram maior grupo editorial do mundo!

Negócio movimentou cerca de 3 bilhões de dólares e nova empresa será maior que a News Corp, de Rupert Murdoch

O grupo britânico de educação e editoração Pearson firmou acordo para unir sua divisão de livros Penguin à Random House, da alemã Bertlesmann, dando origem ao maior grupo editorial de produtos ao consumidor do mundo, deixando para trás a News Corp, de Rupert Murdoch. As editoras não divulgaram o valor da negociação, mas fontes próximas às empresas afirmaram ao Wall Street Journal que a fusão movimentou cerca de 3 bilhões de dólares.

A confirmação ocorreu um dia após o Sunday Times, de Murdoch, publicar que a News Corp poderia fazer uma oferta direta pela Penguin Books. A Pearson afirmou que a joint venture será denominada Penguin Random House, sendo que a Bertlesmann ficará com 53% e a Pearson, com o restante.

Nenhuma das partes poderá vender qualquer participação detida na joint venture durante três anos. Analistas apontaram que entraves regulatórios poderiam complicar a fusão, mas, com uma participação de mercado conjunta estimada em 25% nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o negócio pode seguir adiante.

Os grupos informaram que a joint venture ajudará ambos a se adaptarem às rápidas mudanças no mercado de livros, que vem sendo transformado pelo avanço dos livros digitais (ebooks) e aumento da concorrência por preços nos supermercados. "Juntos, os dois grupos poderão dividir uma grande parte dos custos, investir mais em autores e clubes de leitura e ser mais aventureiros para testar novos modelos neste universo emocionante e de rápida evolução dos livros digitais e leitores digitais", afirmou a presidente-executiva da Pearson, Marjorie Scardino.

Veja Economia 29/10/2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Livro sobre captura de Bin Laden desbanca Cinquenta Tons de Cinza nas vendas

Mark Bissonette (sob o pseudônimo Mark Owen) lançou na última terça-feira o livro No Easy Day sobre a operação que capturou Osama bin Laden. No dia do lançamento, ele já estava no 31º lugar na Amazon. Agora, já desbancou a trilogia iniciada pelo Cinquenta Tons de Cinza.

O livro foi publicado sem a autorização das Forças Armadas e o Pentágono o considera quebra de sigilo e um perigo para os EUA e as famílias dos militares.

O relato de Mark será lançado aqui pelo selo Paralela da Cia das Letras com o nome Não há dia fácil.

No site da editora, está a biografia do autor:

Foi membro do Grupo para o Desenvolvimento de Operações Especiais da Marinha, o DEVGRU, mais conhecido como Equipe Seis do Seal. Em seus muitos anos como Seal da Marinha, participou de centenas de missões no mundo inteiro, incluindo o resgate do capitão Richard Phillips no oceano Indico em 2009. Foi chefe de equipe na Operação Lança de Netuno, em Abbottabad, Paquistão, em 1o. de maio de 2011, que resultou na morte de Osama bin Laden. Owen foi um dos primeiros homens a adentrar no esconderijo do terrorista e testemunhou, em primeira mão, a sua morte. O nome verdadeiro de Mark Owen foi trocado por motivos de segurança.

Lá, também é possível ler o primeiro capítulo do livro:

Muita gente está curiosa para saber o que aconteceu naquela noite. Você também?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

FBN lança edital do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil

Do site da FBN


A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MInC) lançou o edital do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros no Brasil com o objetivo de difundir a cultura e a literatura brasileiras no exterior, por meio da concessão de bolsas a tradutores estrangeiros com a finalidade de apoiar o custeio de períodos de residência no Brasil.

O Programa é destinado a tradutores do português para qualquer idioma estrangeiro – preferencialmente para os idiomas: alemão, espanhol, francês, inglês e italiano – com projetos contratados, já iniciados, de tradução de obras de autores brasileiros publicadas previamente no Brasil. O Programa poderá apoiar tradutores com projetos no âmbito da literatura e de humanidades, especialmente os seguintes gêneros: romance, conto, poesia, crônica, infantil e/ou juvenil, teatro, obra de referência, ensaio literário, ensaio de ciências sociais, ensaio histórico, ensaio de vulgarização científica e antologias de poemas e contos, integrais ou em parte.

As bolsas concedidas pelo Programa deverão cobrir parcial ou totalmente o valor total das despesas com passagens aéreas, transporte, hospedagem e alimentação do tradutor no Brasil durante um período mínimo de cinco semanas.

Acesse este link para baixar o edital.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Revista em quadrinhos mais antiga do mundo anuncia que irá acabar

Da Folha de S.Paulo

A revista em quadrinhos "The Dandy", a revista profissional mais antiga do mundo ainda em circulação, confirmou que vai deixar de produzir sua edição impressa, após 75 anos de existência. A publicação vai se tornar totalmente on-line.

A revistinha "The Dandy" foi lançada na Inglaterra em 1937, fazendo dela a revista em quadrinhos profissional mais antiga do mundo ainda em circulação.
Justin Tallis/France Presse

Em seus tempos de glória nos anos 50, a revistinha, que conta as aventuras do comedor de tortas Desperate Dan e de seu gato Korky the Cat, vendia mais de 2 milhões de cópias por semana.

Nos últimos anos, no entanto, as vendas da revista caíram para abaixo de 7.500 cópias por semana.

A última edição impressa da "The Dandy" será lançada na Inglaterra em 4 de dezembro, coincidindo com o 75 º aniversário da publicação.

Ao jornal britânico "The Guardian", Ellis Watson, chefe-executivo da revista, disse: "Posso confirmar que esta será a nossa última edição impressa. Infelizmente o negócio tornou-se inviável, mas é o que faremos on-line que irá definir os próximos 75 anos."

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cinquenta tons de cinza e o sucesso avassalador

É difícil ignorar um best-seller. Por mais que não se encaixe no que gostamos de ler. Por mais que desprezemos o enredo, o estilo... Se vende tão bem, ficamos intrigados.

Assim é Cinquenta tons de cinza, lançado esta semana no Brasil pela Intrínseca.

E já em primeiro lugar na nossa lista de mais vendidos.

E isso não é tudo. O livro, da escritora inglesa E. L. James, desbancou Harry Potter como o livro mais vendido de todos os tempos no site amazon.co.uk.

Cinquenta tons de cinza é um romance erótico que conta o encontro entre a estudante universitária Anastasia Steele e o jovem empresário Christian Grey. Anastasia é ingênua, atrapalhada, inexperiente e tem baixa autoestima. É virgem e nunca chegou nem a se masturbar. Grey é rico, poderoso, lindo e controlador. Tem um gosto especial por joguinhos sexuais em um quarto de paredes vermelhas e objetos para a prática de sadomasoquismo. Faz Anastasia assinar um contrato dando a ele todo o controle sobre ela.

O livro tem como grande atrativo as cenas de sexo detalhadamente descritas. Em diversas avaliações que li pela internet, a grande crítica é a quantidade de clichês e o pouco valor artístico da obra. Pelo que pude ler, do primeiro capítulo, sou obrigada a concordar. Particularmente, tenho total aversão aos romances em que o mocinho é perfeito e a mocinha é desengonçada e tem pouca confiança em si mesma (hello, Bridget Jones!).

E esse é assim. E. L. James ficou conhecida quando escrevia fanfictions do livro Crepúsculo. Suas histórias já faziam sucesso na internet antes mesmo de uma editora entrar em contato com ela. Mais um interessante exemplo de como a internet tem ajudado a divulgar novos autores. E pano pra manga nas discussões sobre o futuro do papel das editoras.

Como todo bom best-seller, Cinquenta tons de cinza logo vai virar filme. Especulam até que Angelina Jolie fará parte do elenco. E Emma Watson, de Harry Potter.

Para quem ficou curioso, é possível ler o primeiro capítulo do livro gratuitamente on-line, aqui.

Agora, para quem quiser dar muita risada, o vídeo do Marcelinho lendo um trecho bastante erótico do Cinquenta tons de cinza. Eu ri litros:

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Plágio de traduções: não!

A tradutora Denise Bottmann mantém há bastante tempo o blog não gosto de plágio, em que divulga suas investigações quanto ao plágio de traduções no nosso mercado editorial.

Plágio de tradução? Como assim?

Imaginem que uma editora quer publicar um livro estrangeiro X. Ela precisa contratar um tradutor para passar o livro para o português ou adquirir os direitos de uma tradução já publicada do mesmo livro por outra editora.

Mas, e se a editora não quiser pagar por nada disso? Ela escolhe uma tradução publicada há muito tempo e já esgotada, troca algumas palavrinhas e publica com o nome de um tradutor falso. E espera que ninguém perceba. É crime.

E a Denise vem denunciando essas falcatruas. Já sofreu até mesmo processo na justiça.

Eis que, adivinhem... Ela foi plagiada! Sua tradução de In the Tracks of Historical Materialism, publicada em 1984 pela Brasiliense, foi copiada e publicada agora pela Boitempo, com o nome de Isa Tavares como tradutora.

Eu não conhecia essa prática desonrosa de plágio de traduções até encontrar o blog da Denise. Por isso, acho importante divulgar, para que mais pessoas saibam que podem estar comprando edições plagiadas mesmo quando o nome da editora parece confiável.

Deem uma olhada no blog da Denise para descobrirem mais sobre esse absurdo e vejam detalhes do caso de plágio da tradução dela em três dos seus post: este, este e este.

Não vamos concordar com isso!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Editoras decidem não participar da Bienal

Maria Fernanda Rodrigues - O Estado de S. Paulo

Bienal: editoras deixam de pagar para ver

Todos os anos, novas editoras montam pela primeira vez seus estandes na Bienal do Livro de São Paulo enquanto outras, por motivos variados, deixam de participar.

A Cosac Naify, em reestruturação, não estará na edição deste ano, de 9 a 19 de agosto, por não considerar a feira, no momento, o canal mais adequado de contato com o seu público.

A carioca Paz e Terra, que participava sem regularidade, também não virá. A Rideel, de livros jurídicos e infantis, resolveu investir mais na venda porta a porta e desistiu da feira.

Mas o que chama mesmo a atenção é a decisão do grupo Summus, que já tinha reservado 60 m² e recuou. Raul Wassermann, o dono, disse que há tempos pensava nisso. "Sempre encaramos a Bienal como um investimento de marketing e divulgação e não como um negócio. Ali, podíamos mostrar tudo o que produzíamos e que a livraria não conseguia expor", diz.

Mas a relação dos leitores com o livro mudou com o e-commerce. "É uma decisão de coragem porque a Bienal é uma coisa tão íntima e ligada a nossa história, mas este ano não vou pagar para ver", comenta Wassermann, que com a decisão vai economizar cerca de R$ 150 mil.

A editora, porém, não vai deixar o leitor que visitaria seu estande a ver navios. Em agosto, seus livros estarão com 30% de desconto nas grandes redes de livrarias. "A Bienal é a grande festa do livro e é sempre uma perda não ter todos lá, mas entendemos que cada editora tem seu momento", diz Mansur Bassit, diretor executivo da Câmara Brasileira do Livro.

Tamanho e formato

A Federação Espírita Brasileira, tradicionalmente dona de um dos maiores estandes da feira, não chegou ao extremo como a Summus, que deixa de participar da Bienal depois de 34 anos, mas ocupará área 40% menor. "Optamos por um estande de 300 m² após um estudo de viabilidade e custo-benefício", explicou Geraldo Campetti Sobrinho, vice-presidente da FEB.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Justiça manda recolher biografia de Anderson Silva

Ação de ex-treinador motivou a suspensão das vendas

Da Fox Sports

Uma notícia ruim para Anderson Silva justamente em uma das semanas mais importantes da sua carreira. De acordo com a coluna Radar, da revista "Veja", a editora Primeira Pessoa/Sextante enviou um comunicado às livrarias de todo o Brasil pedindo para que a biografia do lutador pare de ser vendida.

A ordem veio depois que Rudimar Fedrigo, líder e um dos mentores da academia Chute Boxe, moveu uma ação contra Anderson Silva por danos morais por conta das menções que o lutador faz a ele no livro em questão.

Antes de fazer o pedido, a editora tentou recorrer da determinação, mas como o prazo para cumprir a ordem judicial expirava ontem, a Primeira Pessoa/Sextante resolveu cumprir a ordem de suspender as vendas.

Anderson Silva enfrenta uma semana importante em sua vida profissional. No sábado (7), ele colocará seu cinturão dos médios do UFC em jogo contra Chael Sonnen. O americano é considerado o adversário mais duro que Anderson já enfrentou no Ultimate.
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