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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Livro sobre captura de Bin Laden desbanca Cinquenta Tons de Cinza nas vendas

Mark Bissonette (sob o pseudônimo Mark Owen) lançou na última terça-feira o livro No Easy Day sobre a operação que capturou Osama bin Laden. No dia do lançamento, ele já estava no 31º lugar na Amazon. Agora, já desbancou a trilogia iniciada pelo Cinquenta Tons de Cinza.

O livro foi publicado sem a autorização das Forças Armadas e o Pentágono o considera quebra de sigilo e um perigo para os EUA e as famílias dos militares.

O relato de Mark será lançado aqui pelo selo Paralela da Cia das Letras com o nome Não há dia fácil.

No site da editora, está a biografia do autor:

Foi membro do Grupo para o Desenvolvimento de Operações Especiais da Marinha, o DEVGRU, mais conhecido como Equipe Seis do Seal. Em seus muitos anos como Seal da Marinha, participou de centenas de missões no mundo inteiro, incluindo o resgate do capitão Richard Phillips no oceano Indico em 2009. Foi chefe de equipe na Operação Lança de Netuno, em Abbottabad, Paquistão, em 1o. de maio de 2011, que resultou na morte de Osama bin Laden. Owen foi um dos primeiros homens a adentrar no esconderijo do terrorista e testemunhou, em primeira mão, a sua morte. O nome verdadeiro de Mark Owen foi trocado por motivos de segurança.

Lá, também é possível ler o primeiro capítulo do livro:

Muita gente está curiosa para saber o que aconteceu naquela noite. Você também?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Maldita guerra!

"Maldita guerra atrasa-nos meio século!"
(Barão de Cotegipe para o barão de Penedo)



Muito já se falou e escreveu sobre a II Guerra Mundial, porém, não foi essa a nossa guerra maior. Não foi esse o conflito em que o Brasil foi invadido e teve suas cidades saqueadas. Não foi na II Guerra que o Brasil liderou uma aliança contra um tirano. A guerra a que me refiro aqui é a Guerra do Paraguai.

Durante anos, acreditei na versão que me foi ensinada na escola sobre esse conflito. Acreditei que, naquela época, o país guarani estava se tornando uma potência regional, industrializada, próspera e com ótimos índices de educação. E, por causa disso, a Grã-Bretanha, ameaçada nos seus interesses de dominar toda a região do Prata, jogou o Brasil, a Argentina e o Uruguai contra o Paraguai. Todas as pessoas que ouviram essa versão e acreditaram precisam conhecer uma obra-prima da historiografia moderna chamada Maldita guerra, de autoria de Francisco Doratioto.

O livro é muito bem escrito e resultou de uma pesquisa detalhada que reconta e desmistifica esse conflito. A pergunta que fica é como uma versão tão cheia de falhas (e falhas grosseiras!) perdurou por tanto tempo nos livros escolares?

Na época do conflito, o Brasil estava com relações cortadas com a Inglaterra por causa da Questão Christie, já o Paraguai não parava de comprar armamentos dos ingleses e contava até com técnicos militares desse país treinando suas tropas e participando da construção de fortalezas. Os guaranis, em relação à industrialização e à educação, viviam em um regime quase feudal (onde a família López era o senhor) e sofriam com os índices altíssimos de analfabetismo. E, para completar, foi o Paraguai o país agressor. O exército de López invadiu de surpresa as províncias brasileiras de Mato Grosso e Rio Grande do Sul e a província argentina de Corrientes. As ambições paraguaias giravam em torno de se tornar uma das potências da região platina e conquistar uma saída para o Oceano Atlântico (estratégica para o comércio com a Europa).

Com uma narrativa fluida e muitas fotos, o livro leva o leitor a conhecer um pouco mais sobre um evento tão importante em nossa história, mas tão pouco conhecido (ora por falta de curiosidade dos leitores ora pela má-fé de alguns historiadores).

Sei que quando o assunto é História, é difícil saber o que de fato é a verdade, mas também sei que estamos mais perto disso quando desmascaramos esse tipo de mentira.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Antes das torres

Começarei este post com uma palavra em caixa-alta: PULITZER.



Dentre todos os prêmios que existem por aí, o Pulitzer, o Nobel de Literatura e a Palma de Ouro (Cannes) ainda são faróis em que eu confio e pelos quais me guio para pegar indicações de livros e de filmes. Trago neste primeiro post a indicação de um dos livros mais fantásticos que eu já li de não ficção, trata-se de O vulto das torres, de Lawrence Wright, ganhador do Pulitzer em 2007.



A maioria das pessoas conhece a Al-Qaeda do 11/09 para cá, mas desconhece o que houve antes disso. Desconhece Sayyid Qutb, a Irmandade Muçulmana, a responsabilidade da CIA no atentado, o papel do Egito e da Arábia Saudita nisso tudo... O livro é muito bem escrito e traz fatos que são dignos dos melhores thrillers de espionagem, como o caso do ex-major egípcio Ali Abdelsoud Mohammed. Inteligente, bem treinado e falando quatro idiomas, ele tornou-se um agente da Al-Qaeda e conseguiu se infiltrar no exército americano, roubou mapas e apostilas de treinamento e, com eles, produziu um manual para treinar os militantes da organização de Bin Laden. Ou o caso dos garotos egípcios, filhos de dirigentes da Al-Jihad, que foram chantageados e obrigados a plantar escutas e bombas na casa dos pais. Guerras subterrâneas geralmente são as mais sujas.



Bem, voltarei a falar desse livro, mas, por ora, deixarei apenas a indicação de leitura.



Ps: Chris, acho que eu sou um escritor de chapéu, rsrs!
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