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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diga-me o que lês, e eu te direi quem és



Hoje resolvi fazer um post sobre as minhas leituras atuais. Sinto um pouco de vergonha, é como se eu estivesse tirando a roupa. Dizer o que se está lendo pode revelar muito sobre você. Mas considero todas leituras muito boas, de naturezas diferentes, então...Voilà, mes amis! Quem se animar, também pode contar nos comments o que anda lendo! ;-)

Para o deleite

Primeiro, gostaria de dizer que eu me considero lerda para ler. Será que consigo incentivar os preguiçosos assim? É verdade. Logicamente, hoje leio muito mais rápido que na época da escola, ou da faculdade. Mas ainda acho que eu sou beeeeem devagar. A não ser que seja um livro muito, mas muito instigante como o da Imaculée Ilibagiza, que já postei por aqui. Aí vai do dia para noite praticamente. Também não sou leitora de banheiro, por isso, não me considero uma boa leitora. Bom leitor é aquele que espera qualquer horinha vaga para ler, como meu pai. É que o que eu mais gosto de fazer na vida é pensar. Então, quando vi, pensei, pensei e já é hora de lavar as mãos (ia falar um momento mais escatológico, mas te poupei. Quer dizer, agora não mais. Desculpe.).

* Vida de Escritor, de Gay Talese.
Eu leio na cama, antes de dormir, todos os dias. Ou em um dia de feriado ou fim de semana na fila do Poupa Tempo, no ônibus, no sofá, ou coisa que o valha.

Gay Talese é leitura obrigatória dos estudantes de jornalismo, considerado um dos grandes mestres do new journalism (jornalismo literário). Lli alguns textos na época da faculdade por obrigação. Mas o cara é tão bacana, que, agora, é por fruição mesmo. 

O que mais me deixa contente ao lê-lo é a espontaneidade como ele conta suas aventuras e a humildade de sua trajetória. Ele não era, nem de longe, o melhor aluno de inglês na escola. A vida de escritor foi simplesmente acontecendo por conta de ele dizer sim às oportunidades, e o deslumbramento pelas letras foi crescendo sem que ele percebesse, por ele se interessar pelas coisas do mundo ao seu redor.

* Cozinhando para Amigos, Heloisa Bacellar.

Antes de casar eu sempre achei a culinária um assunto interessante, mas ficava só nas ideias mesmo. Depois que me deparei temperos e panelas olhando para mim, descobri o quanto é prazerosa essa arte. Ok, não vou fugir do clichê e dizer que a falta de tempo e o cansaço cotidiano desgasta essa paixão, mas a gastronomia em si não tem culpa disso.

Para mim, uma das maiores expressões de amor é cozinhar para alguém, seja para sua família, seus amigos ou até mesmo para desconhecidos. Ao ler a introdução gorda e generosa – e não menos prazerosa – da Heloisa nesse livro, percebo melhor o quanto é importante a gastronomia na cultura humana. Aventurar-se no preparo das refeições requer dedicação, atenção (muita!), criatividade, improvisação, técnica, planejamento, preparo e generosidade.

Tudo começa com uma ideia, um convite, passa pelo mais importante, que é a união das pessoas, e termina... na parte chata: ter de lavar a louça e guardar tudo. Mas isso, a gente deixa para o marido. =)

Para não deixá-lo de lado, toda vez que cozinho costumo ler um pedacinho, nem que seja só um parágrafo. Parece bobeira, mas me faz um bem danado. Essa Heloisa deve ser uma pessoa feliz.

Para o espírito

Fui criada numa família católica, e antes que você torça o nariz, fico feliz em dizer que me sinto muito honrada por isso.
Procuro fazer um pequeno momento de meditação matutina, e o livro que estou usando para isso ganhei de meu pai recentemente: 

* Filoteia, de São Francisco de Sales.


François de Sales deve ter sido um cara muito legal, embora, infelizmente, conheço muito pouco sobre ele. Mas se ele é patrono das escolas salesianas (fundadas por outro santo muito bacana, Dom Bosco) e é padroeiro de escritores e jornalistas, não tem como não gostar, não é?

Sobre o livro, considero uma preciosidade. É impressionante que alguém que já morreu há quase 500 anos escreve algo tão atual, com simplicidade e profundidade muito grandes, a ponto de parecer que ele está ali, na sua frente, falando com você. 

Considero um bom livro para quem tem o desejo dessa tão almejada conquista que é falar com Deus. Como todo livro desse gênero, no começo é muita empolgação e deslumbramento, depois, o que pega mesmo é a persistência. E é nessa fase é que se costuma dar frutos, então, não desista. Pelo menos, foi isso que ele já alertou na introdução do livro. Espertinho!

* O amor que dá a vida, de Kimberly Hahn. Eu conheci a autora – pelos livros – em outro título Todos os caminhos vão dar a Roma (ou Rome, sweet Rome, em inglês, que é um título bem mais legal), escrito por ela e pelo marido, Scott Hahn. É um casal de teólogos que viviam convictamente sob a doutrina presbiteriana e, mais tarde, tornaram-se católicos.

O livro que estou lendo da Kimberly é muito interessante no que diz respeito ao planejamento familiar e aos métodos contraceptivos.

Antes mesmo de se tornar católica, ela decidiu, por meio de suas pesquisas, abandonar os métodos artificiais de contracepção. Estou no comecinho, mas estou aprendendo bastante. Como ela é uma mulher inteligente e estudiosa, é muito mais rico entender sobre o assunto. Acho que ajuda a quebrar certos preconceitos e a entender um pouco mais que ser atual não é, necessariamente, seguir modas.


Por motivos de força maior

Aqui entraria um livro de teoria literária e/ou literatura comparada qualquer. O último foi Literatura e Sociedade, de Antonio Candido. Este, eu re-re-re-re-li no mês passado e vou ler mais vezes até furar (o meu cérebro). Mas, gente, por favor, é novembro, e, agora, só no ano que vem. Feliz Natal para você também.

Neste tópico entra também:

* Duas Torres, de J. R.R. Tolkien, que estou relendo depois de mais de dez anos. Mas é como se estivesse lendo pela primeira vez. É bom ler um velho livro amigo novamente e descobrir que a gente não é mais o mesmo. E ainda bem que, nesse aspecto, me sinto uma pessoa melhor. 

Logicamente, eu colocaria esse livro no deleite, mas por motivos de força maior, fica, por ora, aqui, nesse tópico mesmo. Sobre a leitura, o que mais tem me chamado a atenção, é questão a tomada de decisões. Você se vê em um impasse e errando muitas vezes, como Aragorn se viu. Mas mesmo assim, você precisa tomar uma atitude e escolher um caminho. Para tanto, é importante a reflexão. E então, uma vez decidido o seu rumo, o que resta é seguir em frente, acreditar na sua escolha e não olhar para trás.
Se você ainda não leu O Senhor dos Anéis, feche essa janela agora e vá se for ler. 

Poderia escrever um pouco mais sobre cada título, mas isso pode ficar para mais adiante. Espero que tenham gostado e até a próxima! 
(Afinal, acho que é um tipo de post que pode ser repetido de tempos em tempos).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Editora britânica vai lançar livro perdido de Tolkien


Keystone/Getty Images

A editora britânica HarperCollins anunciou nesta terça que prepara para 2013 a primeira edição de The Fall of Arthur (A Queda de Rei Arthur, em tradução direta), livro inédito de J. R. R. Tolkien (1892 - 1973). Na obra, o criador de O Senhor dos Anéis narra em versos os últimos dias do lendário Rei Arthur, da Inglaterra.

Criado nos anos 1930, o livro foi deixado de lado por Tolkien, que preferiu investir em O Hobbit, espécie de apêndice da saga O Senhor dos Anéis, e permaneceu intocado por 80 anos.

Para a publicação pela HarperCollins, a obra foi editada pelo filho do escritor, Christopher, que também assina três ensaios para o volume, nos quais fala do trabalho árduo do pai na construção do livro, explora o universo do Rei Arthur e faz conexões entre a queda de Arthur e a maior criação de Tolkien, a Terra-média, cenário de sua famosa série.

Da Veja

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Trilogia Hobbit?


Pois é. Agora é oficial. Peter Jackson vai fazer três filmes para adaptação do primeiro romance de J. R. R. Tolkien, O Hobbit, que precedeu – e explica muito! – O Senhor dos Anéis.

A polêmica consiste em saber se o livro dá tanto pano para manga assim. Afinal, na edição da Martins Fontes, o romance não chega a ter 300 páginas, enquanto O Senhor dos Anéis tem mais de mil, além de trazer muito mais detalhes a cada linha. Não seria o caso, por exemplo, de adaptar as histórias d’O Silmarillion*, para prosseguir as representações tolkienianas na linguagem cinematográfica?

É fato que mesmo com a versão estendida, lançada após as bilheterias, ainda falta muita história e minúcias em O Senhor dos Anéis – sim, eu queria muito ver como seria Tom Bombadil e as Criaturas Tumulares, por exemplo –, mas isso é cinema. Não dá para colocar tudo o que um livro pode trazer na película. Mas nem por isso a sétima arte pode ser considerada um gênero menor, só é diferente. Está aí o próprio Peter Jackson, com sua brilhante adaptação à maior obra de Tolkien, que não me deixa mentir.

Agora, sem querer ofender ninguém, apesar de ter gostado muito d’O Hobbit, não acho que ele seja digno nem de descalçar as sandálias de O Senhor dos Anéis e não carece ser adaptado em três filmes. Em outras palavras: isso cheira a interesses mercadológicos. Mas, longe de mim querer ofender o grande cineasta neozelandês. Sério. Todo respeito e admiração a ele.

Espero que eu – e boa parte dos apreciadores de Tolkien – esteja rotundamente enganada e que me surpreenda. De qualquer forma, não tenho dúvidas de que será uma grande adaptação e espero enxergar Lá e de Volta e Outra Vez com novos olhos.


* Uma coletânea mitológica escrita por Tolkien sem edição final até a sua morte. O livro foi lançado por seu filho, Christopher, em 1977, e traz a narrativa descritiva – incompleta  –  sobre o universo da Terra-Média, que ambienta  O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Imagem: Facebook/Divulgação

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Da aurora da vida

O site Flavorwire postou imagens das casas onde alguns autores famosos moravam quando crianças.

Selecionamos oito, das 20 apresentadas:



A casa do famoso autor dinamarquês de obras infantis Hans Christian Andersen (A pequena sereia, Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, entre outros), me lembra alguns hotéis de Campos do Jordão, interior de São Paulo.


Olha que quintal gigante para estimular a criatividade do escritor estadunidense, William Faulkner, merecedor do prêmio Nobel de Literatura em 1949.


Esta era a elegante morada em que Ernest Hemingway, autor de Por Quem os Sinos Dobram, viveu até os 18 anos, quando saiu de casa, Oak Park (Illinois), para trabalhar como repórter no Kansas City Star.



Franz Kafka, autor de A Metamorfose, passou a infância nesta moradia, chamada "casa ao minuto", em Praga.




Eis a casa do poeta modernista estadunidense Ezra Pound, que foi doada para o Sun Valley Center for the Arts em 2005 e, agora, está aberta à visitação.


Olha que aprazível o lugar onde morava Hunter S. Thompson,  jornalista estadunidense criador do chamado "jornalismo gonzo", produção midiática que privilegia a subjetividade e a postura ativa do narrador.



 Uma das moradias de infância de J.R.R. Tolkien, o autor de O Senhor dos Anéis, tornou famoso o estilo Fern Cottage, um tipo casa de campo. É a minha preferida...Por que será?rs



Esta é a fachada da casa de verão e local de muita inspiração da autora britânica, Virginia Woolf, em St.Ives, no condado da Cornualha.



Inspiradoras, não?:)

Mais casas de outros autores e os devidos créditos estão no post do Flavorwire.
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