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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Autógrafo em e-book

Essa eu achei engraçada.

Sempre pensei que o bacana de ter um livro com autógrafo (dedicatória, eu prefiro dizer) do autor fosse guardar uma lembrança de ter encontrado esse autor, conversado com ele, assistido a uma palestra e, depois, pedido que assinasse seu livro. Mas acho que não é assim para todo mundo.

Existem aplicativos para que os leitores enviem uma solicitação (oi, Facebook?) de autógrafo para o autor e recebam o autógrafo em formato eletrônico, para o seu e-book.

No MyWrite, um aplicativo para iPad, o autógrafo vira parte do livro e até aparece no sumário.

No Authorgraph, as possibilidades são mais reduzidas, mas, de toda forma, o autor consegue assinar com uma caneta eletrônica, então é a letra dele mesmo.

Continuo achando estranho, mas, enfim, entendi por que o meu Kobo tem uma opção de desenho, em que você abre uma tela em branco e pode desenhar o que quiser nela com o dedo. Para pedir autografo em e-book! Mas, pelo menos nesse caso, você ainda tem que ir lá encontrar o autor (e achar uma canetinha compatível/convencê-lo a assinar com o dedo, rs).

Vídeo explicando o MyWrite aqui.

Vídeo explicando o Authorgraph aqui.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

E se juntarmos o e-book e o livro de papel?

UMinho faz a fusão entre ebook e livro físico

E se pudesse ver conteúdos extra e multimédia enquanto folheia o seu livro de papel? Uma equipa da Universidade do Minho criou um projeto inovador que faz essa fusão entre o livro eletrónico e o livro físico. O projeto 'Bridging Book' vai ser exibido na maior conferência internacional da área, a CHI 2013, que decorre na próxima semana em Paris.

O sistema, criado pelo laboratório engageLab da Uminho, faz com que um livro, ao ser colocado junto a um dispositivo 'tablet' ou smartphone, gere conteúdos multimédia relacionados com as páginas em papel do livro, através de uma aplicação desenvolvida para o efeito.

Desta forma, passa a ser possível embeber conteúdos dinâmicos e interativos que dinamizam o carácter estático das página do livro em papel. Ou seja, promove-se o interesse em simultâneo pelo ebook e pelo livro físico.

O livro não necessita de ligação física ao dispositivo nem de algum tipo de eletrónica, sendo por isso uma solução acessível em termos de produção. Para ativar a sincronização, basta embeber, no livro em papel, pequenas peças magnéticas que são detetadas pela aplicação.

Esta nova aproximação ao livro tradicional envolve os investigadores Ana Lúcia Pinto, Ana Carina Figueiredo, Pedro Branco, Eduarda Coquet, Ido Iurgel e Nelson Zagalo.

A investigação foi selecionada para ser exibida na maior conferência internacional na área da interação Homem-computador, a CHI 2013, que decorre na próxima semana, em Paris, e conta com participantes de mais de 60 países.

O projeto é cofinanciado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo FEDER/COMPETE, no âmbito do projeto “EngageBook: touch, read and play”.

O engageLab é um laboratório que cruza artes e tecnologia, servindo o Centro Algoritmi e o Centro de Estudos em Ciências da Comunicação (CECS) da UMinho.

Clique AQUI para saber mais sobre e ver um vídeo do livro em uso.

Do Boas Notícias

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Comprei um Kobo. E aí?

Enquanto as pessoas se debatem na questão livros em papel x e-books (adoro sentir cheirinho de papel, o livro como conhecemos está com os dias contados, blá blá blá), olhei ao redor e percebi algo: não tenho mais onde guardar livros!

Pareceu o momento ideal para tentar um e-reader, mesmo porque o Kobo tinha acabado de chegar ao Brasil.

Por que o Kobo?



Não quero ter um Kindle e ficar presa à loja da Amazon. Não quero um tablet por causa da luz da tela.
Apesar da questão da luz na tela, eu optei pelo Kobo Glo, que vem com luz. É que eu não quero ser obrigada a ler o tempo todo com luz no olho, mas, à noite, antes de dormir, ela é útil pra caramba. Só de não ter que levantar para apagar a luz do quarto quando o sono já está grande...

Resultado: estou achando ótimo. Livro é o conteúdo, não o suporte. O livro impresso é o mesmo livro que eu leio no e-reader. Mas o e-reader me permitir armazenar e levar comigo uma quantidade gigantesca de páginas. Além disso, o e-book não amarela e fica velho. Para alguém com um problema gravíssimo de alergia como eu, é uma vantagem e tanto!

Além disso, os e-books são mais baratos. Ainda que não estejam tããão baratos quanto gostaríamos, a economia é boa e logo vai compensar o gasto com o e-reader. Bem, pelo menos para quem compra muito livro (eu).

Por isso, deixem de lado o preconceito e deem uma olhada nos e-readers da vida. Para que lutar contra a evolução natural da tecnologia? Toda resistência é inútil, rs.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

E os e-books não vão ficar mais baratos, não?

Semana passada, visitei a Livraria Cultura para conhecer o Kobo, o leitor de e-books deles. Na mesma semana, a Amazon lançou seu site brasileiro e prometeu a chegada do Kindle a R$ 299,00.

Da alegria, passei à decepção. Claro que um leitor de e-books tem várias vantagens, como carregar milhares de livros dentro de um aparelhinho leve, poder compartilhar a leitura em redes sociais (propaganda do Kobo), poder baixar títulos no instante em que você pensa "queria ler tal livro", sem ter de esperar para ir à livraria. Mas, convenhamos, a grande esperança era poder comprar livros baratos.

O livro eletrônico não precisa de impressão, distribuição e armazenamento. Ele pode repassar essa economia para o leitor. Mas, pelo que estou vendo, não é bem assim. Os preços dos e-books estão pouco mais baixos que os preços dos livros físicos.

Então, decidi que, neste Natal, não vou me dar um e-reader.

Hoje, vi uma matéria do O Globo que diz bem o que eu penso.

Reproduzo abaixo:

Preço de e-books decepciona consumidores brasileiros
Apesar da chegada da Amazon, valores cobrados pelos livros digitais são parecidos em todas as livrarias
Sérgio Matsuura


RIO — Depois do alvoroço, a decepção. Na semana passada, o mercado nacional de e-books ficou em evidência com a entrada de dois grandes players internacionais, Google e Amazon — a Apple, outra gigante no setor, já vende livros digitais no país desde outubro. Mas o consumidor, que esperava promoções arrebatadoras com o acirramento da concorrência, ficou decepcionado. Os preços cobrados pelas novas lojas virtuais são quase os mesmos que já eram praticados por outras livrarias na rede, como Cultura e Saraiva.

O best-seller “50 tons de cinza”, por exemplo, custa os mesmos R$ 22,41 na Amazon, Google Play e nas livrarias Cultura e Saraiva. Só na loja da Apple o preço é diferente: só que mais caro. Em média, segundo as editoras, os livros digitais são 30% mais baratos que as versões impressas.

Cartel ou modelo positivo?

Para o professor da UFRJ e coordenador do laboratório da Economia do Livro, Fabio Sá Earp, o modelo é cartel. Segundo ele, os e-books poderiam custar entre um terço e metade do preço dos livros de papel.

— O livro digital não paga impressão, papel, armazenamento, não se desgasta. Esse acordo de preços é um exemplo clássico de cartel. Os preços deveriam ser determinados pela livre concorrência.

A presidente da Câmara Brasileira do Livro, Karine Pansa, rebate as críticas. Segundo ela, o tratamento isonômico dado aos revendedores é um ganho do mercado editorial brasileiro, pois impede que as lojas virtuais fixem os preços, diminuindo o lucro das editoras.

— Essa foi a grande briga das editoras brasileiras. Lá fora, a política de preços da Amazon acabou com o mercado editorial — afirma Karine.

O diretor da Globo Livros, Mauro Palermo, diz que a redução de custos está sendo repassada integralmente ao consumidor. E explica que, além dos citados pelo pesquisador, o livro tem outros custos, como edição, direitos autorais e gastos da editora. E cada livro tem características próprias:

— O “Ágape”, eu imprimo tiragens de 200 mil. É diferente de um título com 5 mil.

Discussões à parte, o consenso é que a política de preços está sendo testada. Pode ser que, ao longo do tempo, os e-books fiquem mais baratos.

— O negócio está engatinhando no país. Vendemos e-books há apenas dois anos — diz Marcílio Pousada, diretor-executivo da Saraiva.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cenário editorial começa a se reformar com chegada de e-reader funcional

Kobo começará a ser vendido nesta quarta-feira, 5, por R$ 399; Amazon também iniciará operações no Brasil

Era consenso no mercado editorial que a venda de e-books só deslancharia no País quando o brasileiro pudesse comprar um e-reader barato e funcional. Esse dia parece ter chegado. A partir desta quarta-feira, 5, estará à venda no site e nas 16 lojas da livraria Cultura - e, a partir de 16, também na nova filial do Rio, a ser inaugurada na Cinelândia - o Kobo Touch, por R$ 399. É o primeiro passo para um Natal digital, fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos nos Estados Unidos e em países europeus, no dia 26 de dezembro: quem ganha e-reader de presente compra livros para testá-lo. E o processo é tão fácil que o consumidor acaba comprando muito.

"O Kobo vai ser um belo e diferente presente de Natal", diz Sergio Herz, CEO da Cultura. Pequeno, leve e com tecnologia touchscreen e-ink, mais parecida com o papel, ele tem capacidade de armazenamento de mil livros, podendo chegar a 30 mil com cartão de memória de 32 GB. A pré-venda iniciada na semana passada superou as expectativas da rede, que já começou a despachar os pedidos. Quem deixou para comprar pessoalmente encontrará um corner nas lojas e poderá experimentá-lo. Até o Natal, outros dois modelos devem estar à venda: um mini e um com tela própria para ler no escuro.

Entre as estrangeiras, a canadense Kobo foi a primeira a chegar de fato. "Mas não acredito que ficaremos sozinhos por muito tempo", diz Camila Cabete, representante da empresa no Brasil. A Amazon deve anunciar a qualquer momento o esperado início de suas operações.

Depois de muito negociar, ela finalmente tem contrato com as maiores editoras e está com os arquivos dos maiores best-sellers, como Cinquenta Tons de Cinza (Intrínseca), de EL James, a obra mais vendida do ano em papel. Basta agora convertê-los para o seu formato. Mas ela também precisa ter o Kindle no Brasil para entregar rapidamente, em tempo das festas de fim de ano. Dizia-se que havia um lote preso num porto do Sul do País. Outra questão será a apresentação do aparelho. Como ele não é muito conhecido do público brasileiro, ajudará nas vendas se ele estiver exposto em alguma loja física.

Nesse último ano, falou-se que a gigante americana estaria negociando a compra da Netshoes e até da Saraiva, mas nada foi confirmado. A parceria com a Saraiva ainda é esperada. Com cerca de 100 lojas espalhadas pelo País, ela seria uma boa vitrine para o Kindle. Ou então com a CBD, que opera Pão de Açúcar, Extra, Ponto Frio e Casas Bahia. A Amazon tentou fazer isso recentemente e sem sucesso com a Cultura, e segundo informações do mercado a conversa com outros varejistas também não evolui porque a Amazon é tida como concorrente - ela chegará vendendo livro, mas comercializa todos os tipos de produtos.

A Kobo é reconhecida como uma empresa mais amigável que a Amazon, segundo o mercado. Apesar de o aparelho ser vendido pela Cultura, não é necessário comprar o livro dela, uma vez que a Kobo usa o formato epub, o mais comum. Já o usuário da Amazon fica refém da empresa. O formato do arquivo só é compatível com seus próprios aparelhos e a compra deve ser feita na Amazon.

Elas não são as únicas a lutar por uma fatia deste pequeno mas promissor mercado. Desde o final de outubro, a Apple, dona do iPad, vende e-books nacionais. Faz isso, porém, de forma improvisada, a partir de sua loja internacional. Ou seja, paga-se em dólar e tem acrescida na fatura do cartão de crédito a cobrança de IOF. É uma forma de vender, e editores se surpreenderam com a procura nos primeiros dias. No entanto, para movimentar de verdade o mercado terá de abrir sua ibookstore aqui.

"2012 é o ano zero do mercado digital. O que vendemos até agora não vai ser nada comparado com o que está por vir em 2013", disse ontem Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, minutos antes de assinar o contrato com a Amazon. A editora de Ágape, best-seller do padre Marcelo Rossi, fechou também com Kobo e Apple e está em vias de assinar com a Google. No total, a Globo tem 150 e-books, que representa 15% de seu catálogo.

Segundo Roberto Feith, diretor da Objetiva, o digital já responde por 2% das vendas. "Com a estreia de Kobo, Amazon e Google, este porcentual vai aumentar muito. Em 2013, estimo que o digital possa fechar o ano com perto de 10% das vendas totais", comenta. Em recente entrevista ao Sabático, ele disse que esperava que este fosse o primeiro Natal digital. "Continuo achando, e espero que tanto Amazon quanto Google estreiem este ano."

A Companhia das Letras, uma das últimas a assinar com Amazon - as conversas duraram um ano e meio -, também está otimista. "Começamos 2012 com 200 títulos e vamos fechar o ano em 600. Foi um tempo de preparação. Agora o jogo começou", diz Fábio Uehara, coordenador de negócios digitais da editora, que já fechou também com Kobo e Apple. Com a Google, as negociações estão avançadas.

Quem está com medo é a Associação Nacional de Livrarias. Nesta semana, ela manda carta em que expõe seus receios para Dilma Rousseff, Marta Suplicy e entidades do livro. Pede que o desconto não passe de 30%.

O cenário está se armando. O boom ocorrerá se o brasileiro comprar a ideia de ler o livro digital. A Companhia das Letras dobrou a venda de e-books em outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2011. É um bom termômetro.

De: Maria Fernanda Rodrigues - O Estado de S. Paulo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Penguin e Ramdon House se unem e viram maior grupo editorial do mundo!

Negócio movimentou cerca de 3 bilhões de dólares e nova empresa será maior que a News Corp, de Rupert Murdoch

O grupo britânico de educação e editoração Pearson firmou acordo para unir sua divisão de livros Penguin à Random House, da alemã Bertlesmann, dando origem ao maior grupo editorial de produtos ao consumidor do mundo, deixando para trás a News Corp, de Rupert Murdoch. As editoras não divulgaram o valor da negociação, mas fontes próximas às empresas afirmaram ao Wall Street Journal que a fusão movimentou cerca de 3 bilhões de dólares.

A confirmação ocorreu um dia após o Sunday Times, de Murdoch, publicar que a News Corp poderia fazer uma oferta direta pela Penguin Books. A Pearson afirmou que a joint venture será denominada Penguin Random House, sendo que a Bertlesmann ficará com 53% e a Pearson, com o restante.

Nenhuma das partes poderá vender qualquer participação detida na joint venture durante três anos. Analistas apontaram que entraves regulatórios poderiam complicar a fusão, mas, com uma participação de mercado conjunta estimada em 25% nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o negócio pode seguir adiante.

Os grupos informaram que a joint venture ajudará ambos a se adaptarem às rápidas mudanças no mercado de livros, que vem sendo transformado pelo avanço dos livros digitais (ebooks) e aumento da concorrência por preços nos supermercados. "Juntos, os dois grupos poderão dividir uma grande parte dos custos, investir mais em autores e clubes de leitura e ser mais aventureiros para testar novos modelos neste universo emocionante e de rápida evolução dos livros digitais e leitores digitais", afirmou a presidente-executiva da Pearson, Marjorie Scardino.

Veja Economia 29/10/2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Revista em quadrinhos mais antiga do mundo anuncia que irá acabar

Da Folha de S.Paulo

A revista em quadrinhos "The Dandy", a revista profissional mais antiga do mundo ainda em circulação, confirmou que vai deixar de produzir sua edição impressa, após 75 anos de existência. A publicação vai se tornar totalmente on-line.

A revistinha "The Dandy" foi lançada na Inglaterra em 1937, fazendo dela a revista em quadrinhos profissional mais antiga do mundo ainda em circulação.
Justin Tallis/France Presse

Em seus tempos de glória nos anos 50, a revistinha, que conta as aventuras do comedor de tortas Desperate Dan e de seu gato Korky the Cat, vendia mais de 2 milhões de cópias por semana.

Nos últimos anos, no entanto, as vendas da revista caíram para abaixo de 7.500 cópias por semana.

A última edição impressa da "The Dandy" será lançada na Inglaterra em 4 de dezembro, coincidindo com o 75 º aniversário da publicação.

Ao jornal britânico "The Guardian", Ellis Watson, chefe-executivo da revista, disse: "Posso confirmar que esta será a nossa última edição impressa. Infelizmente o negócio tornou-se inviável, mas é o que faremos on-line que irá definir os próximos 75 anos."

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mario Vargas Llosa afirma que tablets banalizarão a literatura


Na quarta-feira, 09/05/2012, em debate realizado no ciclo organizado pela Biblioteca Nacional da Espanha o escritor peruano Mario Vargas Llosa afirmou que a literatura se banalizará se feita especialmente para tablets, informou a agência EFE.

No debate com o jornalista Sergio Vila-Sanjuán, o Prêmio Novel de Literatura de 2010 afirmou que a literatura feita "diretamente para os tablets" se banalizará, assim como aconteceu com a televisão. "É um temor, tomara que não aconteça", disse.

Apesar da opinião de muitos "defensores do livro eletrônico", Vargas Llosa disse não acreditar que "o suporte seja insensível ao conteúdo". Para defender seu ponto de vista, o escritor peruano mencionou a televisão como argumento questionando "por que a televisão banalizou tanto os conteúdos, quando é um instrumento extraordinário para chegar a grandes públicos, mas foi incapaz de se transformar em um transmissor de grandes ideias, de grande arte ou literatura?"

O escritor disse que não se opõem ao entretenimento e admitiu que existem bons programas na televisão. No entanto, para ele,"ler (Marcel) Proust ou (James) Joyce não é o mesmo que assistir a uma série".
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