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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O novo longa de Alê Abreu: "O menino e o mundo"


Em 2010, o CineSesc, localizado na Rua Augusta em São Paulo, estava com suas paredes tomadas pelas belas ilustrações do artista Alê Abreu. No mesmo ano, foi anunciado que aquelas imagens fariam parte do próximo longa de sua produtora Filme de Papel. O título, a princípio, seria "Cuca no jardim", que, no ano seguinte, seria substituído por "O menino e o mundo".



Selecionado para a competitiva de Ottawa, no Canadá, e para o Festival do Rio de Janeiro, o longa conta a história de um menino que vê o pai partir em um trem para a cidade em busca de trabalho para nunca mais voltar. Cuca, então, resolve partir em busca dele. A narrativa explora momento lúdicos e soluções criativas do menino, ao mesmo tempo em que permite que Cuca entre em contato com a realidade social e política do país. A exploração do social deu-se nessa obra belíssima, de modo único e pelo olhar de uma criança.



Os traços simples e as animações são harmoniosamente associadas à diferentes técnicas de desenho como giz de cera, colagens e pintura aquarela que mostram com detalhes os ambientes e com cores os movimentos. Os 80 minutos de duração sem diálogos terão, para fechar essa composição com maestria, uma trilha sonora especial que ditará os sons e os ruídos, além da música tema do longa "Aos olhos de uma criança", de Emicida, Ruben Feffer e Gutavo Kurlat.



O lançamento está marcado para 2014, mas já disse mil vezes para Alê Abreu que não aguento mais esperar! Se vocês se interessaram, podem acompanhar todo o processo de produção pela página do longa no facebook.  

E, se gostaram dos traços do artista, indico alguns livros como Rei do Manacá, da Editora Jujuba, A maldição da moleira, escrito por Índigo, inicialmente publicado pela Girafinha e atualmente reeditado pela Editora Moderna, O menino que perdeu a sombra, Editora Positivo, e A pequena ditadora, da Galerinha Record.

Teaser lançado em julho de 2013:


Teaser lançado em dezembro de 2011 o título "Cuca no Jardim":

Ficha técnica
Título: O menino e o mundo
Roteiro: Alê Abreu
Música: Ruben Feffer e Gustavo Kurlat
Produção: Filme de Papel
Distribuição: Espaço Filmes
Segundo longa-metragem da Filme de Papel, dirigido por Alê Abreu (Garoto Cósmico, 2008). Participações especiais de Emicida, Naná Vasconcelos, Barbatuques e GEM- Grupo Experimental de Música.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

O curta "Destino", de Salvador Dalí e Walt Disney.


Era 1945 quando o curta Destino começou a ser produzido por Walt Disney e Salvador Dalí. Entretanto, o projeto foi interrompido um ano depois porque o estúdio enfrentava problemas financeiros.

Em 2000, Roy Edward Disney resgatou o material e convidou a equipe do Estúdio Disney de Paris para finalizarem o curta. A direção ficou por conta de Dominique Monfréy que contou com 25 animadores. Essa equipe ficou responsável por compor o projeto utilizando os storyboards de Salvador Dalí e John Hench, que contribuiu para a finalização da animação. 

Os 17 segundos originais produzidos por Walt Disney foram incorporados aos 6 minutos do curta e podem ser conferidos na sequência das duas tartarugas. A música do compositor mexicano Armando Dominguez também foi mantida do projeto original. A animação é sobre a história da incapacidade de Chronos, personificação do tempo, amar uma mortal. Os personagens lutam, mas o tempo sempre vence, determinando seus destinos. 

Após 58 anos, em 2 de junho de 2003, o curta foi apresentado no Festival de Cinema de Annecy International Animated, na França, e teve uma indicação para o Oscar como Melhor Curta de Animação. Atualmente, Destino tem sido resgatado pelos apreciadores da arte surrealista de Dalí e pelo apaixonados pelas animações de Walt Disney nas redes sociais. 



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Visite Londres e faça seu próprio livro... literalmente

Recentemente, eu traduzi um livro que tinha como personagem principal um apaixonado por livros (como todos nós) que sabia restaurar livros antigos manualmente (como nós sempre quisemos fazer com aqueles livros da infância, adolescência).

Durante a tradução, precisei pesquisar como é feita a encadernação artesanal, os materiais usados, os cuidados que devem ser tomados. Nem preciso dizer que foi muito divertido.

Por isso, chamou ainda mais a minha atenção uma reportagem sobre o London Centre for Book Arts.



No centro, as pessoas podem produzir seus próprios livros usando técnicas e instrumentos antigos. Também são oferecidos cursos para quem quer aprender essa arte.

Ok,ok, eu sei que o processo de impressão que temos hoje em dia é muito mais adequado, pois seria impossível fazer tiragens de livros totalmente de maneira manual. Mas, vamos combinar, deve ser uma experiência incrível fazer um livro todinho.

O London Centre for Book Arts recebe artesãos com prática, mas também o público em geral. O fundador, Simon Goode, formou-se em artes do livro (faculdade de artes do livro 10 X 0 faculdade de jornalismo), mas, após o curso, não achava onde trabalhar. Depois de viajar aos EUA e visitar outros centros de produção artesanal de livros, ele resolveu abrir um na Inglaterra.

Talvez outras pessoas não entendam, mas os amantes dos livros com certeza adorariam passar algumas semanas em um lugar assim, não é mesmo?




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os livros-obras de arte da Kemscott Press

Fazendo pesquisas para uma nova tradução, acabei descobrindo uma preciosidade. Os livros da Kelmscott Press. Antes de explicar, vou deixar que vocês admirem um exemplo:

The Wood Beyond The World (1894), frontispício de Edward Burne-Jone.


A Kelmcott Press foi uma gráfica particular fundada em 1891 por William Morris e William Bowden em Londres.

Os belos livros que ela produzia tinham o intuito de recuperar a tipografia vitoriana e, também, eram inspirados nos manuscritos medievais.
Além da beleza e da inspiração histórica, a Kelmcott também se propunha a usar métodos tradicionais de impressão e, na medida do possível, a tecnologia de impressão e o estilo tipográfico do século XV. Devia ser trabalhoso, mas o resultado é fantástico!

The Story of the Glittering Plain (1894), página de título, William Morris (designer) and Walter Crane (ilustrador)

A Kelmcott Press funcionou até 1898 e publicou 18.000 exemplares de 53 obras diferentes.
Aqui, o livro que me fez chegar até essa história fascinante: The Works of Geoffrey Chaucer, com decorações de Morris e ilustrações de Edward Burne-Jones, o Kelmscott Chaucer, como é conhecido.


Tão belo e famoso que, hoje em dia, algumas editoras publicam versões atuais dele, para quem quer ter um gostinho dessas raridades... e tem dinheiro no bolso (um dos exemplares que vi, mesmo não sendo original da época, custava uns 500 dólares!).

Deu vontade?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Artista cria retratos em agradecimento a autores


Nas palavras do artista:

"Esses desenhos não são apenas uma homenagem a grandes autores, mas também uma mensagem pessoal de gratidão de alguém que leu a vida inteira para os contadores de histórias que tiveram um impacto muito profundo na minha vida e na vida de tantos outros. Essas são minhas cartas de amor a páginas amareladas, sebos e cantos de bibliotecas em tardes de verão. Isso é o mínimo que posso fazer para dizer 'obrigado'."
- Ryan Sheffield

(Clique aqui para ver a coleção completa)




Fonte: Huffington Post

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Caravaggio no Masp


Todos nós, mortais, poderemos apreciar a bela obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio, um dos maiores pintores do século 17, e de alguns artistas por ele influenciados. A mostra “Caravaggio e seus seguidores”, que acontece no Museu de Arte de São Paulo, inclui a famosa "Medusa Murtola", recentemente confirmada como uma Medusa Original.

O artista barroco “punha em cena a humanidade atormentada, envolvida pelas trevas, junto aos eventos salvadores por onde se libertava a luz”, define Rosella Vodret, idealizadora da exposição e considerada uma das maiores autoridades em Caravaggio na Itália.
A técnica apurada de fundos escuros sobre os quais colocava as figuras de seus temas em primeiro plano, com focos de luz incidindo sobre a cena, criou obras-primas conhecidas no mundo todo. O uso recorrente de sombra e luz (chiaroscuro) recebeu a denominação de Tenebrismo.
Para suas composições, utilizava modelos encontrados entre prostitutas, marinheiros, ladrões e toda a chamada escória de seu tempo. Em nome de sua arte, agia sem qualquer prurido, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta resgatada morta do rio Tibre para pintar A morte da virgem.
Figura revolucionária, Caravaggio – nome que adotou profissionalmente por conta de sua aldeia – nasceu em setembro de 1571 e morreu em julho de 1610, com apenas 38 anos. De temperamento forte e enigmático, foi acusado, inclusive, de homicídio e condenado à morte, o que o forçou a fugir, criando, assim, um exército de desafetos.
A mostra permanece na cidade até 30 de setembro.
Programaço!!!
  
Cumps.
Imagens das obras: São Jerônimo que escreve e  Medusa Murtola
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