quinta-feira, 12 de abril de 2012

Novo livro de J.K. Rowling

Para quem estava se sentindo órfão de J.K. Rowling, a internet hoje está trazendo um alívio.

De acordo com o novo site jkrowling.com, lançado hoje, o próximo livro da autora, The Casual Vacancy, chegará aos EUA e ao Reino Unido em 27 de setembro.

Definido como "o primeiro romance de Rowling para adultos" e "um romance de humor negro", ele conta a história de uma idílica cidadezinha inglesa, Pagford, que se vê envolta em uma guerra quando um querido residente, Barry Fairweather, morre e sua vaga no conselho paroquial vira motivo de uma eleição "repleta de paixão, duplicidade e revelações inesperadas".

"Ricos em guerra com pobres, adolescentes em guerra com os pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos... Pagford não é o que parece à primeira vista."

Curiosos? Que comece a contagem regressiva.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Você tem fogo?

Uma das inúmeras qualidades que um bom livro deve ter é a criatividade. E isso o livro Dois palitos, de Samir Mesquita, tem de sobra! A primeira surpresa do livro é o seu disfarce em objeto banal: uma inocente caixinha de fósforo. A segunda surpresa são os microcontos repletos de humor e sarcasmo.

Esticar um texto é muito difícil. Vocês se lembram dos trabalhos escolares que tinham mínimo de dez páginas de papel almaço e das peripécias que fazíamos para transformar um texto de cinco páginas em um magnífico texto de dez páginas? E olha que não tínhamos os recursos que os alunos de hoje têm, como o gerador de lero-lero:



Porém, encurtar um texto é um desafio muito maior e Samir Mesquita faz isso muito bem.
Pela sua acidez, gosto de um microconto em particular. É este aqui:

Compensação

“Três divórcios.
Odiado pelos filhos.
Mas era ótimo no pôquer.”

É o livro ideal para você abandonar na cozinha de um amigo, sem avisá-lo, e presenteá-lo com uma ótima surpresa.
Parodiando os comentaristas de futebol, digo que, neste caso mais que em outros, “a literatura é uma caixinha de surpresas”.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Viver é desenhar sem borracha


Poeminha da Negação da Afirmação
Sou um homem bem comum
sem nenhuma aspiração.
Não quero ser general
e muito menos sultão.
Sou moderado de gastos,
de ambição reduzida,
não sonho ser big-shot
estou contente da vida.
Nunca invejei o próximo
nem lhe cobiço a mulher,
pego o meu lugar na fila
e seja o que Deus quiser.
Não sou mau pai nem mau esposo,
grosseiro nem invejoso
- só um pouco mentiroso.
Millôr Fernandes

terça-feira, 27 de março de 2012

Os quartos de escritores famosos

A intimidade dos escritores é sempre interessante para aqueles que leem seus livros. Por isso, separei algumas fotos de quartos de autores famosos, tiradas de um post do blog Apartment Therapy:


Quarto de Truman Capote, pioneiro do jornalismo literário e autor de A Sangue Frio e Bonequinha de Luxo, em uma praia da região The Hamptons.


Virginia Woolf, grande autora inglesa, tinha um quarto recheado de livros, alguns dos quais ela mesma recuperou, usando papel colorido.


O mais bonito da lista, na minha opinião, é o quarto do escritor Ernest Hemingway, autor de Por Quem os Sinos Dobram, O Velho e o Mar e Paris é uma Festa, entre outros.


Flannery O'Connor, autora norteamericana, escrevia a maior parte de suas obras no quarto. Seu estilo "gótico sulista" retratava histórias em cenários regionais e com figuras grotescas.


Sylvia Plath passou vários meses no Hotel Barbizon para Mulheres. Esta foto é de uma propaganda do hotel e sugere como devia ser o quarto de Sylvia naquela época.


Quase um quarto de palácio. Este era de Victor Hugo, no Place de Vosges, em Paris. Repare na escrivaninha no canto esquerdo da foto; ela está sobre um outro móvel. Como a Chris Menezes comentou no post Os escritores e suas idiossincrasias – I, Victor Hugo escrevia em pé.


A poeta Emily Dickinson teve uma vida reclusa e introvertida. Ela escreveu a maior parte de sua obra neste quarto.


Marcel Proust sofria de asma e alergias e, por isso, seu quarto era preparado para protegê-lo. Todas as aberturas eram cobertas ou bem vedadas e as paredes e o teto eram cobertos por cortiça.



terça-feira, 20 de março de 2012

Um post apocalíptico



“A Terceira Guerra Mundial eu não sei como será, mas a Quarta será lutada com paus e pedras”

Albert Einsten




Muito já foi escrito sobre as Guerras Mundiais, entretanto, há 2 anos, um livro peculiar cruzou o meu caminho... ele falava sobre a Terceira Guerra Mundial!

Já sei, alguns dirão: “ficção científica? Não, obrigado.” A primeira coisa que vem à mente são robôs, raios laiser, naves espaciais... tudo isso acontecendo em um futuro distante.

Porém, o livro em questão narra não uma guerra futurista, mas sim um conflito que teria acontecido no ano de 1985, com as tecnologias da época. A história conta como seria se a Guerra Fria tivesse esquentado de vez. Essa ficção apocalíptica seria apenas mais um livro se não fosse por um “detalhe”: ela foi escrita por oficiais-generais e conselheiros da OTAN, as pessoas responsáveis pelo planejamento e comando dos exércitos ocidentais caso a guerra tivesse realmente acontecido. Esse fato modifica completamente a visão do leitor e faz com que o livro ganhe em emoção, porque ganha em verossimilhança.

O estilo de escrita simula um relatório militar, o que faz com que a história pareça ainda mais real.

A Terceira Guerra Mundial – Agosto de 1985, assinado pelo General Sir John Hackett e escrito em 1979, é um livro que resgata em nós um medo antigo, que achávamos que havia sido enterrado com a Queda do Muro de Berlim, mas que, no fundo, sabemos que é só questão de tempo.

Tic-tac, tic-tac...



P.S.: As imagens usadas neste post foram retiradas do clipe do Pearl Jam "Do The Evolution". Para quem quiser dar uma conferida, segue o vídeo:

quarta-feira, 14 de março de 2012

Lista de regras para escritores

George Orwell, autor de obras famosas como A Revolução dos Bichos e Na Pior em Paris e Londres, criou em 1946 uma lista de regras para escritores, publicada no ensaio chamado Politics and the English Language (Política e a Língua Inglesa). Veja o que ele nos deixou de dica:

  1. Nunca use uma metáfora, comparação ou outra figura de linguagem que você costuma ver com frequência em textos impressos.
  2. Nunca use uma palavra longa quando uma palavra curta puder dar conta do recado.
  3. Se for possível tirar uma palavra, tire-a.
  4. Nunca use a voz passiva quando puder usar a ativa.
  5. Nunca use uma frase estrangeira, uma palavra científica ou um jargão se puder pensar em um equivalente de uso corriqueiro no inglês.
  6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de dizer algo totalmente atroz.

terça-feira, 6 de março de 2012

A tradução no Brasil é tão ruim assim?

Um artigo da Revista Época está causando rebuliço entre os tradutores. O autor, Luis Antonio Giron, afirma que é cada vez mais fácil encontrar traduções mal feitas no mercado literário brasileiro.

Ele fala de erros de revisão (gramática, ortografia etc) e da falta de cultura geral nos tradutores, o que os leva a traduzir de maneira errada termos, nomes e ideias.

Para alguém que quer fazer uma crítica tão ferrenha, faltou a Giron citar nomes e exemplos. Livros cheios de erros de revisão? Aponte-os, diga quais são. Erros de tradução? Explique-os.

É claro que é muito mais fácil generalizar, dizer que a parcela de bons tradutores no Brasil é inexpressiva e jogar uma série de "verdades absolutas" sem, em nenhum momento, mostrar dados ou estatísticas para justificar suas acusações.

"Muitas traduções ruins" e "poucos tradutores bons" ficou um pouco vago, não?

Pior ainda dizer que esses erros são inaceitáveis nos tradutores, mas, nos jornalistas... veja bem... esses erros são desculpáveis, acontecem... Assim ficou fácil, não?

Quem quiser ler o artigo:

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Abandonar livros sem culpa

Eu tinha o costume de ler um livro até o final, mesmo que não estivesse gostando. Se parava um livro pela metade, ficava com uma sensação de culpa sem fim até voltar e terminar de ler.

Até que vi um texto no site da revista Entrelivros que me apavorou.
Preparem-se.

Nos 10 mandamentos do leitor, havia estes dados assustadores:

  • Se puder ler um livro por mês, dos 16 aos 75 anos, terá lido 720 livros.
  • Se, no mês das férias, em vez de um, puder ler quatro, chegará aos 900.
  • Com dois por mês, serão 1.440.
  • À razão de um por semana, alcançará 3.120.
  • Com a média ideal de três por semana, serão 9.360. Serão apenas 9.360.

Sabendo que a maioria de nós não consegue ler três livros por semana (e, provavelmente, nem um por semana), ficamos com uma média muito baixa!

Com o trabalho, a correria e aquelas horas todas gastas com o sono, acho difícil que eu chegue à média de um por mês. Ou seja, nem ao menos 720 livros em uma vida!

Vocês realmente acham que, agora, quando eu não gosto de um livro, eu perco o tempo de ler até o fim?

Assustei todo mundo ou não? :)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Deu na FOLHA DE S. PAULO - ilustrada








Cartas revelam novas facetas de Cortázar

Livro, ainda sem tradução, reúne mil missivas escritas pelo argentino entre 1937 e 1984 para amigos e familiares

Organizadores contaram com ajuda de especialistas e conhecidos do autor de vários países do mundo

DENISE MOTA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM MONTEVIDÉU


A Victoria Ocampo ele comenta, com habitual bom humor, que por uma provável "deformação profissional" costuma "recordar melhor a letra que o rosto ou a voz de muitos amigos distantes".

À irmã pede, com firme delicadeza, que não seja tão dura ao julgá-lo sobre sua permanência na França e que "não deixe passar demasiado tempo sem mandar pelo menos duas linhas".

À mulher, carinhosamente chamada de "funguinho felpudo", informa com entusiasmo que regou as plantas e que, devido aos muitos afazeres em Paris, corre "o risco de perder oito quilos".

Essas são apenas três das mil facetas de Julio Cortázar (1914-1984) que emergem da publicação do milhar de cartas reunido pela Alfaguara.

Organizadas em cinco tomos, as missivas do escritor argentino nascido na Bélgica chegam às livrarias da América hispânica, Espanha e EUA em 1º de fevereiro (primeiros três volumes) e abril. Não há previsão do lançamento da obra em português.

Uma vez mais, reuniram-se na hercúlea tarefa de juntar e organizar os escritos de Cortázar Aurora Bernárdez -primeira mulher do autor e herdeira universal de seus direitos (o "funguinho" do primeiro parágrafo)- e o filólogo espanhol Carles Álvarez Garriga. A dupla já havia trabalhado no resgate de inéditos do autor em "Papéis Inesperados" (2009) e "Cartas a los Jonquières" (2010).

Em 2000, Bernárdez e Gladis Yurkievich publicaram 732 cartas de Cortázar, que voltam nessa edição, em versão ampliada e corrigida.

Trechos que haviam sido cortados agora foram reincorporados, e os textos surgem na íntegra, por conta da percepção dos organizadores de que era necessário "tratar Cortázar como um clássico", nas palavras de Garriga. O novo volume também traz índice de obras e pessoas citadas pelo argentino.

As cartas que chegam à luz cobrem um período que vai de 1937, quando Cortázar era um recém-formado professor de Buenos Aires, a 1984, dias antes de sua morte.

Nelas o autor se remete a familiares e amigos (Juan Carlos Onetti, Mario Vargas Llosa e tantos outros) em epístolas que vão do cotidiano ao transcendental, de comentários sobre as reformas de sua residência em Paris às razões que sedimentaram seu antiperonismo ou os altos e baixos vividos com o regime de Fidel Castro, por exemplo.

O material foi coletado a partir de exemplares conservados por Bernárdez (inclusive os cartões-postais que lhe enviava o marido), pistas de cartas que Garriga pôde encontrar com auxílio da internet e por meio do pedido direto de colaboração a amigos, conhecidos e especialistas do universo cortazariano.

A convocatória se materializou em missivas vindas de diversos países, que iluminam traços da personalidade e do pensamento de Cortázar, curiosidades do dia a dia de uma trajetória pontuada por distintas etapas e detalhes sobre a gestação de obras emblemáticas como "O Jogo da Amarelinha" ou "Histórias de Cronópios e de Famas".

CARTAS DE JULIO CORTÁZAR

AUTOR Julio Cortázar (organização de Aurora Bernárdez e Carles Álvarez Garriga)

EDITORA Alfaguara

PREÇO 169 pesos argentinos (R$ 68), cada volume

Cumps
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...