sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Os livros com maiores tiragens no Brasil

Matéria interessantíssima do Zero Hora, que reproduzo aqui:

O mercado editorial brasileiro atualmente é movido por um sistema de grandes apostas. Mais do que best-sellers, buscam-se agora os chamados mega-sellers – títulos capazes de romper a barreira de 1 milhão de exemplares vendidos. Saiba quais são, atualmente, os exemplares que saem para a venda em maior número:

50 mil
Pode parecer pouco em comparação ao topo da lista, mas autores como Luis Felipe Pondé (Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, Editora LeYa) e Martha Medeiros (com A Graça da Coisa, da L&PM) saem com tiragens mais de 10 vezes superiores à média nacional.

80 mil
O médico Drauzio Varella virou best-seller após a publicação de Estação Carandiru, em 1999, que chegou a ser adaptado para o cinema. Seu mais recente livro, Carcereiros (Cia das Letras), saiu da gráfica como mais uma aposta do mercado editorial brasileiro.

100 mil
Patamar de lançamento para tradicionais bons vendedores brasileiros como Luis Fernando Verissimo (com novo título a ser lançado em breve pela Objetiva) e Paulo Coelho, com Manuscrito Encontrado em Accra (Sextante). Estão junto de Mario Vargas Llosa e Elizabeth Gilbert.

150 mil
Autor célebre pelo romantismo (excessivo para muitos) de suas obras, Nicholas Sparks lança este mês no Brasil Uma Longa Jornada (Arqueiro). Está no mesmo patamar de George R.R Martin – (cuja obra inspirou a série televisiva Game of Thrones) com A Dança dos Dragões (LeYa).

200 mil
Nesta faixa, encontram-se o brasileiro Laurentino Gomes com 1889 (Globo Livros), acompanhado de dois estrangeiros habituados a grandes vendagens: Khaled Hosseini com O Silêncio das Montanhas (Globo Livros), e Jeff Kinney, autor de Diário de um Banana 7 (V&R).

230 mil
A presença dos escritores Cristiane Cardoso e Ricardo Cardoso no rol de apostas do mercado nacional pode surpreender muitos, mas o espanto é atenuado quando se descobre que os autores de Casamento Blindado (Thomas Nelson Brasil) são filha e genro do bispo Edir Macedo.

500 mil
Fenômeno literário nacional desde a publicação de Ágape, em 2010, o padre Marcelo Rossi entrou para uma seleta galeria de autores com expressivas tiragens iniciais. Kairós: O Tempo de Deus saiu da gráfica na mesma quantidade de Inferno (Arqueiro), de Dan Brown.

600 mil
Uma das maiores tiragens dos últimos anos, a última parte da trilogia erótica escrita pela britânica E.L James, 50 Tons de Liberdade, já saiu do prelo com mais de meio milhão de exemplares impressos pela Editora Intrínseca – conhecida por apostar em poucos títulos.

Marcelo Gonzatto

terça-feira, 23 de julho de 2013

Artesanatos com livros. Parem já!

De um lado, as pessoas com fetiche por livro de papel. "O cheiro, o toque, a capa... Hummmm."

Do outro, as pessoas que acham que o livro é só um objeto, como uma folha de cartolina. Ahn, oi, isso aqui? É um monte de papel. Vamos cortar?

E, ainda, aquelas que entendem que livro é conteúdo, é o que está escrito, esteja em papel, tela de computador ou sinal de fumaça (parabéns, amiguinhos).

Mas, vamos nos concentrar naquele pessoal do segundo grupo. Olha só algumas das barbaridades que eles andam fazendo por aí. (gente, não!)


Para que ter uma estante cheia de livros se você não gosta de ler? Aproveite, corte as lombadas e faça uma caixa. Você engana as visitas e ganha espaço de armazenamento extra. Ótimo para apartamentos pequenos.
(Esse gerou tanta revolta que o pessoal ficou compartilhando, no Facebook, o link do vídeo que ensina a fazê-lo durante dias... Não, eu não vou colocar o link aqui.)


Ai, gente. Tecido com estampa de livro? Affe, ranca umas páginas aí e cola que fica melhor.


O quê? Aquelas capas bonitas da coleção da Penguim? Um-lu-xo. Seria um desperdício deixar na estante e não sair exibindo por aí.


É tão difícil achar vaso. A gente tem que improvisar. Tem coisa melhor que papel para segurar água e terra?


Ensinando às crianças desde cedo o valor real dos livros.


E aí? Aguentou ver tudo isso?




sexta-feira, 19 de julho de 2013

Marçal Aquino homenageia Graciliano Ramos

Como bem sabemos, neste ano, rememoram-se os 60 anos de morte do escritor Graciliano Ramos. E, com isso, as homenagens não param. Tema da Festa Literária Internacional de Paraty deste ano, a FLIP fez uma série de vídeos envolvendo o criador da cachorrinha Baleia.

Você pode ver vários deles no canal da FLIP, que ocorreu de 03 a 07 de julho.

Neste aqui, o autor de Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, Marçal Aquino, tece elogios a seu grande inspirador da arte de escrever.



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os livros-obras de arte da Kemscott Press

Fazendo pesquisas para uma nova tradução, acabei descobrindo uma preciosidade. Os livros da Kelmscott Press. Antes de explicar, vou deixar que vocês admirem um exemplo:

The Wood Beyond The World (1894), frontispício de Edward Burne-Jone.


A Kelmcott Press foi uma gráfica particular fundada em 1891 por William Morris e William Bowden em Londres.

Os belos livros que ela produzia tinham o intuito de recuperar a tipografia vitoriana e, também, eram inspirados nos manuscritos medievais.
Além da beleza e da inspiração histórica, a Kelmcott também se propunha a usar métodos tradicionais de impressão e, na medida do possível, a tecnologia de impressão e o estilo tipográfico do século XV. Devia ser trabalhoso, mas o resultado é fantástico!

The Story of the Glittering Plain (1894), página de título, William Morris (designer) and Walter Crane (ilustrador)

A Kelmcott Press funcionou até 1898 e publicou 18.000 exemplares de 53 obras diferentes.
Aqui, o livro que me fez chegar até essa história fascinante: The Works of Geoffrey Chaucer, com decorações de Morris e ilustrações de Edward Burne-Jones, o Kelmscott Chaucer, como é conhecido.


Tão belo e famoso que, hoje em dia, algumas editoras publicam versões atuais dele, para quem quer ter um gostinho dessas raridades... e tem dinheiro no bolso (um dos exemplares que vi, mesmo não sendo original da época, custava uns 500 dólares!).

Deu vontade?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Kafka e a metamorfose: era uma barata?

O Google hoje está comemorando 130º aniversário de Franz Kafka com um desenho muito fofo de uma barata chegando em casa do trabalho.


O Ricardo Barreiros logo falou: "Mas não é uma barata! Em nenhum momento Kafka diz que é uma barata. É um inseto."
E eu retruquei: "Mas ficou sendo barata. É clássico. É uma barata."
 
Mas é?
Resolvi procurar na internet várias representações de A Metamorfose e descobrir se todo mundo também acha que é uma barata.
 
Você acha que é o quê?

Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.
(Aff, que nojo, rs)

 
Aqui, parece uma superformiga, hahaha.
 

 
Tadinho do Kafka!
 

 
A tal da barata.
 

 
Sei lá, deve ser de livro infantil.
Não estou sentindo toda a angústia do Gregor Samsa neste, rs.

 
Outra barata.
 

O bailarino Edward Watson em uma montagem para os palcos de dança.
(Vai escorregar com toda essa gosma, coitado.)
 

 
Uma boa ideia para uma camiseta.
 

 
Uma bolsa fofa vendida aqui.


Reconheceu alguma dos seus próprios sonhos inquietantes?

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Novo selo só de e-books da Cia das Letras

A Companhia das Letras anunciou que lançará um novo selo, apenas com e-books: Breve Companhia.
 
Abaixo, copio a apresentação desse novo selo publicada pela editora em seu blog:
 
"Tirando proveito de uma dessas invenções dos nossos frenéticos tempos, o livro eletrônico — a que todos aqui já nos rendemos, até por dever de ofício —, a ideia é oferecer edições que só o formato digital permite e viabiliza: ebooks mais enxutos, ensaios decisivos para leitores interessados e estudantes universitários, boa e curta ficção — como novelas e coletânas de contos —, poesia, além de textos de reflexão e reportagens ampliadas sobre grandes temas. Porque é preciso estar bem equipado para compreender o rumo dos acontecimentos, e se for possível fazer isso em pouco tempo, tanto melhor! História social, estudos literários, jornalismo aprofundado, comentário político: tudo isso nos ajuda a captar e a entender melhor os múltiplos sinais do mundo.

A onda de manifestações no Brasil vai render, nas próximas semanas, os dois primeiros ebooks da Breve Companhia. O destemido e informadíssimo Piero Locatelli, o jovem repórter que chegou a ser detido pela polícia paulista enquanto cobria uma das gigantescas manifestações populares (portando, que crime, um frasco de vinagre!), está preparando um volume sobre a origem desses movimentos, as grandes histórias das manifestações das últimas semanas, além de tentar entender o que está em jogo.

Um dos principais observadores da política brasileira, o professor da Unicamp Marcos Nobre será o autor da outra obra sobre o tema, que deve ser lançada até o fim deste mês. Em veia mais ensaística, Nobre atribui a revolta popular a um impasse em curso desde a redemocratização. Os protestos seriam uma resposta difusa à cultura política do “pemedebismo”, por ele definido como uma blindagem do sistema político que represa o avanço de forças de transformação."
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Antologia de poemas sobre protestos no Brasil circula na internet

Uma antologia de poemas inspirados nas manifestações que vêm acontecendo no Brasil está disponível na internet.

Organizada pelo grupo Os Vândalos, a obra, chamada Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos, pode ser lida aqui.

Reproduzimos alguns dos poemas:




ELE SE pergunta
onde dará essa estrada
Não sabemos
se podemos trafegar ao infinito
Não sabemos
se somos
livres
porque não estamos
enclausurados

E ainda sem saber
nos lançamos
juntos
Sabemos
pela rua, no asfalto
entre palavras fugitivas
infratoras
desatadas de seus esconderijos
das paredes de suas cascas

Carla Kinzo


COROLINDO

(em paz)
o povo
acordou,
(no caos)
o povo
a cor deu

Baga Defente


OMNIBUS

a rua não está parada
a rua é
quem na rua anda
a pé

Dimitri Rebello


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Acabou a letra cursiva?

Quando eu trabalhei no setor infantil da Livraria Cultura, passei a ouvir muito o pedido "tem livro em letra bastão?".
 
O que é a letra bastão?
 
Simplesmente é a letra de forma maiúscula:
 
 
 
Atualmente, as crianças são alfabetizadas primeiro com letra bastão e, só depois, com letra cursiva (a tal letra mão). Assim, as mães chegavam pedindo livros com letra bastão porque eram os únicos que os filhos conseguiam ler sozinhos.
 
Um tempo depois de sair da livraria, li uma matéria sobre uma escola dos EUA que estava abolindo o ensino da letra cursiva. Que lástima!
 
Hoje, lendo uma entrevista com a educadora Francisca Paula Toledo Monteiro (aqui), percebi que, talvez, seja um caminho sem volta. Reproduzo aqui as partes da entrevista que falam sobre a questão.
 
Depois de perder o trema, confesso que estou com dor no coração de perder a letra cursiva nas gerações futuras :(
 
Portal – O que pensa da ideia que permeia hoje de que a letra cursiva não vai existir mais, porque hoje o mundo é da letra bastão?
Francisca –
Todas as letras são válidas, desde que a criança tenha a chance de se expressar. Se ela tem uma leitura proficiente, lerá em qualquer tipo de letra. O que é impensável é o professor ainda imaginar que uma criança está alfabetizada quando ela domina a letra cursiva. Isso é um mito e é algo que parte do senso comum. Isso já caiu por terra há muito tempo. Agora, a letra cursiva dificilmente é empregada no mundo e na escola. Qual é o problema da criança responder em letra de forma? Todas as informações são praticamente em letra bastão. Isso está no computador, nos outdoors, nos painéis, nos bilhetes que vão para a casa. O que ocorre é que não há uma grande utilidade mais. E se o computador estragar? É bom que se grafe com a própria letra. É um princípio da autonomia. Não preciso depender da máquina. Qual é o problema se a função da escrita e da leitura é a comunicação e a inserção social do sujeito? O importante é que a criança leia, interprete e consiga fazer o seu uso social. A letra no máximo precisa estar legível para que exerça a função da escrita e da leitura, que são a comunicação e a inserção social – representação subjetiva na minha ausência. Nem precisa estar bonita.
 
Portal - Os Estados Unidos anunciaram o fim do ensino da letra cursiva. E aqui?
Francisca –
Creio que muitas coisas são decretadas porque demoramos muito para mudar. Às vezes isso causa um sofrimento desnecessário às crianças. Não há utilidade na letra cursiva nem em termos de coordenação motora, porque essa coordenação não é testada pela letra. Ela se dá na interação da criança com o mundo e com os outros. A criança que não tem autonomia, que a mãe, a berçarista ou a professora da creche dão tudo na boca e na mão, pode até fazer caligrafia, contudo, não vai desenvolver coordenação. A criança ganha autonomia no fazer, na construção do mundo.
 
 
* A educadora Francisca Paula Toledo Monteiro trabalha com alfabetização e letramento na Divisão de Educação Infantil e Complementar da Unicamp. É professora de crianças na educação complementar que estão em processo de alfabetização de seis as sete anos, num trabalho de educação não formal, mas voltado ao letramento e à alfabetização.
 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Batalha das capas: clássicas ou modernas?

Livros clássicos já tiveram tantas edições 9e todo ano surgem outras várias, pois estão em domínio público), que as editoras às vezes apostam em capas bem tradicionais e, às vezes, querem instigar o público com capas inesperadas. Os colecionadores pira!

Selecionei alguns modelos. Qual opção vocês preferem?


 
 
A capa da direita é tão legal que, para mim, não restam dúvidas.
 
 
 
 
Esses lustres são muito bonitos, mas a capa com as letras manuscritas ficou ótima...
 
 
  
 
Capa dourada, muito chique!
 
 
  
 
A capa moderninha ficou parecendo uma Chapeuzinho Vermelho, rs.
 
 
 
 
Provavelmente, se eu não conhecesse o livro, a capa clássica é que me levaria a lê-lo.
 
 
E aí?
 
 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Prêmio SESC de Literatura - inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o 10o Prêmio SESC de Literatura, que abre espaço para autores iniciantes que ainda não têm obras publicadas.
 
De acordo com o site:
 
"Lançado pelo Sesc em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Além da divulgação das obras, o Prêmio Sesc também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do Sesc e SENAC em todo o país. Mais do que oferecer uma oportunidade a novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura cumpre um importante papel na área de cultura, proporcionando uma renovação no panorama editorial brasileiro."
 
Saiba mais pelo site do prêmio http://www.sesc.com.br/premiosesc/ e boa sorte!
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